Mercado de Tecidos de Dubai

Mercado de Tecidos de Dubai

 

Mesmo sufocado pelo luxo dos modernos edifícios, não é possível desconhecer as raízes dos Emirados Árabes

 

Felipe Daiello*

 

Característica típica do oriente, desde o tempo de Marco Polo, de Vasco da Gama, além das sedas, com toques macios e cores desconhecidas dos ocidentais, todos os tecidos têm a sua zona própria para comercialização em Dubai.

Na velha Dubai, perto de Creek, local onde barcos de madeira com formato característico, “os abras” fazem a travessia do canal, localizam-se as lojas principais. O comércio de tecidos é privilégio e característica dos indianos. Pode-se comprar todas as possibilidades: algodão, tecidos sintéticos, sedas magníficas, linho, juta…

Adquirida a peça adequada, logo ao lado encontramos alfaiates que, seguindo as dicas dos estilistas de Paris ou de Milão, executarão em 24 horas aquele vestido, aquele paletó, que alcançam valores exorbitantes nas lojas dos Grandes Malls.

A facilidade do pequeno comércio entre Índia, Paquistão, Irã, Filipinas, Sri Lanka, onde a mão de obra artesanal possui boa qualidade e preços insignificantes, a centralização dos negócios nos Emirados, permite a obtenção de pechinchas nas compras de fazendas, de camisas, de calças e vestidos. Não é necessário passar pelo centro de comércio de luxo. Evite as lojas caras, revise o manual de negociação e de discussão do preço; não esqueça que há necessidade de se exigir o desconto padrão, algo tradicional para concluir a negociação entre os orientais.

Agora, com tempo disponível, é possível passar para o outro lado do canal, de modo a conhecer o Mercado das Especiarias e depois o Mercado do Pescado. Ali encontramos as raízes de Dubai, o modo de viver da população mais pobre, a realidade que está bem distante dos centros de luxo e dos hotéis de seis estrelas de Jumeirah Beach.

Depois das compras, circule pela beira do cais do Creek, extensão de doze quilômetros. Por um diham, passa-se fácil para o outro lado. O taxi aquático circula por entre antigas embarcações de madeira que transportam mercadorias entre os portos dos Emirados, do Irã, do Iraque e mesmo da Índia e Paquistão. Os “dowhs”, tradicional embarcação de comércio, mantêm a mesma estrutura de construção por centena de anos.  Vale a pena observar a miscelânea que transportam e mais ainda acompanhar a sua descarrega ou carregamento.

O ponto alto é o museu do Forte Al-Fahaidi, construído no início do século XIX, vale o desvio. Visita rápida permite entender o desenvolvimento ocorrido após a descoberta do petróleo a partir de 1960. Planejamento adequado, decisões políticas corretas, projetos e dinheiro transformaram o deserto e uma vila de pescadores num conto de Mil e Uma Noites do século XXI.

 

*Autor de “Onde Estão os Dinossauros?” e “A Revolução dos Velhos “ (Editora AGE)

 

Escolha o roteiro e não economize nas fotos

 

O que fazer em Dubai enquanto o jogo do século não chega? Compras? Turismo? Exóticos? Após a aquisição das jóias, nada melhor do que a compra da roupa adequada para aquela festa de gala.

Cansados do luxo, do excesso das estrelas dos hotéis, da megalomania das construções, nada melhor do que conhecer a realidade dos Emirados árabes enquanto os times não entram em campo. Momento de fazer as compras baratas, descobrir as pechinchas e treinar o regateio.

Temos alternativas para compras: especiarias, jóias, tâmaras e eletrônicos.

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