Mercado Público de Rio Grande

Como não poderia deixar de ser, o Jornal do Mercado visitou o Mercado Público local. Lá encontrou as tradicionais bancas de peixes, doze bancas ao todo,  que vendem o pescado, fresquinho, retirado da lagoa, localizada a poucos metros dali.

Elci Machado, 56 anos, desde muito cedo já ajudava seu pai na Banca 3. Hoje seu filho é a quarta geração da família a manter a tradição. Machado conta que a banca possui dois barcos, que fazem a pesca do pescado vendido, mas que também trabalha com pequenos pescadores, comprando o seu peixe. Após a morte de seu pai, assumiu a banca, onde está há 25 anos atendendo diariamente das 6h da manhã até o meio-dia. “O rio-grandino não compra o peixe à tarde. Tornou-se um hábito comprar pela manhã. Houve uma época em que tentamos atender à tarde, mas não adiantou.

 

Só peixes da safra
Outro costume de Machado é o de só vender os peixes que estão na safra. Na sua banca estão expostas anchovas, abró-teas, pescadinhas, linguados e o peixe-rei. Os peixes que estão na época do defeso ele não comer-cializa, como tainha, bagre e corvina. Ele gosta muito do Mercado de Rio Grande. Afinal, foi nele que aprendeu seu ofício e com ele pôde construir a sua história. E história é o que não falta sob os seus pilares seculares, onde os escravos eram acor-rentados. “Dom Pedro II bebeu água aqui no Mercado, quando estava a caminho de São José do Norte. Esta história também é passada de geração a geração”, conta.

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