Mercado de obras

Mercado de obras 

Um ano depois do incêndio que abalou o prédio histórico, obras de recuperação tomam parte do segundo piso, com a segunda etapa iniciada este mês. Parte dos mercadeiros mais atingidos segue com suas bancas em espaço provisório no primeiro andar.

 No mês que marca um ano do incêndio que consumiu 10% do piso superior do Mercado, começa a segunda etapa do trabalho de recuperação do prédio histórico: a reconstrução do telhado. A troca do telhado iniciou dia 8, executada pela empresa Metasa. “Contratar as empresas que tinham recuperado o Mercado na década de 90 (Arquium e Metasa) foi uma decisão muito acertada”, destaca o vice-prefeito Sebastião Melo, que lidera o grupo de trabalho para a recuperação do Mercado. “Se nós não tivéssemos feito isso, tudo que está aqui não estaria acontecendo, nós estaríamos ainda em fase de licitação”. O trabalho desta nova fase inicia com a remoção do telhado metálico atingido pelo incêndio, que está sendo feita através de um guindaste. A remoção deve durar até meados de agosto, quando um novo telhado metálico será instalado. Devido ao trabalho do guindaste, bloqueios parciais acontecem nas ruas do entorno, orientados pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação). A cada semana, uma rua opera em meia pista, iniciando na Av. Borges de Medeiros, seguida da Av. Júlio de Castilhos e da Praça Parobé. Prazos e valores As obras de recuperação iniciariam efetivamente em fevereiro, apesar de um trabalho de limpeza e isolamento da área atingida ter sido realizado antes disso. A primeira fase, de recuperação da estrutura, deve ser concluída pela empresa Arquium no prazo esperado, em outubro. No momento, uma laje de concreto substituiu o forro de madeira e está em andamento a reconstrução dos corredores. O trabalho de substituição do telhado pela Metasa segue em paralelo, e deve ser concluído em janeiro de 2015. Os recursos para recuperação do Mercado são do Governo Federal, através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas. Do valor total de R$ 19,5 milhões, R$ 2,6 milhões já foram liberados para Transporte e Circulação). A cada semana, uma rua opera em meia pista, iniciando na Av. Borges de Medeiros, seguida da Av. Júlio de Castilhos e da Praça Parobé. 


Foto: Letícia Garcia 

Prazos e valores

As obras de recuperação iniciariam efetivamente em fevereiro, apesar de um trabalho de limpeza e isolamento da área atingida ter sido realizado antes disso. A primeira fase, de recuperação da estrutura, deve ser concluída pela empresa Arquium no prazo esperado, em outubro. No momento, uma laje de concreto substituiu o forro de madeira e está em andamento a reconstrução dos corredores. O trabalho de substituição do telhado pela Metasa segue em paralelo, e deve ser concluído em janeiro de 2015. Os recursos para recuperação do Mercado são do Governo Federal, através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas. Do valor total de R$ 19,5 milhões, R$ 2,6 milhões já foram liberados para pagamento da primeira etapa. Segundo Antonio Lorenzi, coordenador de próprios da SMIC (Secretaria de Produção, Indústria e Comércio), que coordena o Mercado e acompanha de perto as obras, a documentação para liberar mais uma parcela dos recursos, destinada à segunda fase, já foi encaminhada a Brasília.

Projetos

Os recursos federais também serão investidos em projetos para melhoria do prédio, como pintura, eletricidade e projetos hidro-sanitários. Atualmente, estes projetos estão em fase de elaboração, e não há prazo para seu início. Diferente da obra de restauração, feita em situação especial ao contratar empresas que já haviam trabalhado no prédio, estes projetos vão depender de licitação, e só terão recursos liberados mediante sua execução.

 
Foto: Fabrício Scalco 

 

À espera do seguro 

Além dos recursos federais, o Mercado Público ainda teria o seguro do prédio como fonte de R$ 16 milhões previstos em contrato. Mas este seguro ainda não foi liberado pela empresa Confiança Seguros. Segundo o vice-prefeito, há desacordo quanto o valor a ser pago, devido ao incêndio ter atingido metade do segundo piso. A Prefeitura segue em negociação com a seguradora, em busca de um acordo. Se o tema não avançar, existe a chance de o caso ser levado à Justiça. “Mas nós ainda trabalhamos com a expectativa de encontrar a solução negociada”, adianta Melo. “E só tem uma palavra para isso: bom senso”. 

Foto: Letícia Garcia

Espaço provisório

Uma instalação provisória foi inaugurada em abril no Espaço de Eventos do térreo para que as bancas atingidas pelo incêndio possam atender seus clientes. Quatro restaurantes, uma sorveteria e uma doceria funcionam no local: Taberna 32, Bar e Restaurante 26, Restaurante Mamma Julia, Restaurante Sayuri, Beijo Frio e Casa de Pelotas. Energia do segundo piso A parte do segundo piso não atingida pelo incêndio está perto de voltar. Desde o sinistro, a energia elétrica não funciona plenamente, e a maior parte das bancas permanece fechada. Mas no final deste mês será feita a conexão da rede aos painéis que fazem a distribuição para cada banca. “Isto pronto, nós podemos solicitar à CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) para fazer a ligação de cada loja do segundo piso da parte que não foi sinistrada”, adianta Antonio Lorenzi, que também informa que a potência total da energia já foi restabelecida. Pela situação do segundo piso, em parte interditado, após a conexão pela CEEE será solicitada uma vistoria dos bombeiros para liberação da área, que só então poderá voltar a funcionar.

 

 

 

 

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