Mercado de Mosaicos – Madaba, Jordânia

Perdido nas montanhas, local de nevadas intensas, o vilarejo guarda lembranças religiosas do tempo de Jesus Cristo. Várias passagens mencionadas na Bíblia ocorreram no lado do Rio Jordão, que agora na Jordânia. O local do batismo por São João Batista, a multiplicação do vinho em Canaã, o episódio de Salomé e o trajeto da fuga para o Egito devido às ameaças de Herodes são eventos que podemos relembrar.

 

Escolas, mosteiros católicos, associações com o Vaticano, têm existência aceita na Jordânia, o que é fato raro no mundo árabe. Em algumas nações muçulmanas, os cristãos são perseguidos, martirizados, tendo suas igrejas queimadas e as mulheres raptadas e vendidas como escravas para os soldados do profeta, que vêm do exterior. Mais de 100 mil pessoas são mortas todos os anos. Elas solicitam a nossa voz e o nosso apoio. Durante a época bizantina, as casas dos ricos e as igrejas, eram decoradas com pisos de mosaico, a arte da elegância chegou até nossos dias.

Na Igreja de St. George surge um mapa da antiga Palestina bíblica. Mesmo fora de escala é possível acompanhar os caminhos de Jesus e as pegadas de Moisés. A visão de Jerusalém murada é fantástica. Os artesãos locais continuam com a tradição; desde pequenas peças até obras que levam meses para execução plena. Usando pequenas torqueses, cortando pedras de mármore, colorindo outras, inicia- se a colagem das micropeças. Como motivo, cenas da Bíblia, de antigos manuscritos, da árvore da vida, de animais e mesmo de desenhos de antigas obras. São tentações como lembranças. Antigas pinturas existentes em grutas, em capelas perdidas pelos desertos, em castelos destruídos ressurgem em pleno século XXI. Madaba é roteiro turístico para cristãos e israelenses. O Monte Nemo fi ca perto, local onde Moisés foi enterrado. Depois de vagar pelos desertos, disciplinando e organizando as tribos de Israel, o líder não tinha permissão do Senhor para alcançar a Terra Prometida.

Sem visto de entrada, do alto do Monte Nebo, indicava o caminho a percorrer. Jericó estava a 50 km e Jerusalém não muito mais longe; Josué foi o capitão da conquista. Começava a epopeia de um povo. Outros conquistadores viriam. Assírios, romanos, bizantinos e árabes. As ruínas descobertas pelos arqueologistas revelam o passado. A técnica bizantina era empregada para decoração dos altares, das paredes, dos pisos das igrejas, das basílicas e até mesmo nas residências das pessoas abonadas.

Em Madaba, escolas de aprendizes treinam a técnica de séculos. Dependendo do número de peças coladas ou enganchadas por cm², o preço do artigo varia. Símbolo tradicional, encontrado primeiro nas ruínas de Jericó, a árvore da vida é um dos preferidos. Depois temos uvas, oliveiras e animais.

De Madaba podemos escolher outros destinos. A Jordânia apresenta outras maravilhas. Podemos escolher as praias do Mar Morto e os seus spas ou então ir para Petra e os seus desfi

ladeiros. Mais ao sul, o porto de Aqaba trará mais relatos e novas histórias. Para o Rio Jordão encontraremos as pegadas de Jesus Cristo na sua pregação de nova ordem social no mundo. A escolha é sua, passante curioso.

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