Mercado de Konk Kerne – uma vila murada da Bretanha

Concarneau, mais uma maravilha da Bretanha. Vila de pescadores, de histórias, de arte; local aprazível de repouso para turistas. Em busca do brilho do sol do verão, das praias com areias brancas, dos passeios de barcos por ilhas encantadas, com águas azuis, onde os peixes são soberanos, os franceses descobriram outro paraíso.

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Para quem vem de Brest, o grande porto militar da França, é escala obrigatória. A parte central, ilha com muralhas centenárias, a Ville Close é o ponto máximo, o objetivo da nossa viagem. Pequena, ligada ao continente por ponte estreita, apresenta memórias que devemos conservar.

É o terceiro porto pesqueiro da França, onde o atum tem o seu lugar, onde as fábricas de enlatados industrializam as sardinhas e os macareaux, outra riqueza dos mares bretões.

Ville Close, com suas muralhas, esconde um burgo, com ruas estreitas, casas centenárias na pedra, com portas nas muralhas por onde podemos visualizar os barcos de pesca que saem, e hoje, em maior número, os barcos de cruzeiros que levam os curiosos aqui chegados para conhecer as ilhas próximas. O mar convida os turistas para excursões inesquecíveis. A baía de Concarneau e suas ilhas escondem tesouros que agora podemos desvendar. Os esportes marítimos atraem os aficionados.

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Com a chegada da linha férrea, os parisienses e mesmo franceses de distantes departamentos podem descobrir novos horizontes. No início do século XIX e nos anos 1880, pintores e artistas eram atraídos pela luz e pela beleza da região. Os impressionistas na arte da pintura encontravam os motivos para os seus quadros: Monet, Sisley, Pissarro e mesmo Turner.

Ao longo da costa, em direção à enseada de Saint Jean, as residências e hospedarias agora estão repletas de estrangeiros, todos em busca da liberdade, da luz, da acolhida da região.

O Castelo de Keriolet apresenta o que o dinheiro de rica representante da Corte Russa pode fazer para manter tradição, bom gosto e arquitetura dos séculos passados.

Circulando pelas ruelas de Ville Close, além dos bons restaurantes e das tentadoras culinárias, podemos apreciar o artesanato local e descobrir os verdadeiros valores da Bretanha. Do alto das muralhas, temos excelentes vistas da baía, das residências e mesmo dos barcos que não se cansam de pescar.

É verão, sol quente, energias elevadas e o nosso interesse não se cansa de observar as maravilhas de Konk Kerne, nome bretão de Concarneau. Hoje não é dia do Mercado de Peixe, mas o tradicional mercado semanal está em plena efervescência. As barracas situadas no cais Carnot oferecem os produtos da região. Além das típicas galetes bretãs, salgadas, recheadas de bacon, queijo e ovos, podemos encontrar os doces típicos. Biscoitos e os famosos Kovign-amann – doce típico bretão –, bem como caramelos, chocolates, a sidra e os famosos “macarons”. Os crepes são outra tentação a que não podemos resistir.

As conservas são interessantes, não apenas pela apresentação das latas, mas pelos mistérios das receitas e dos óleos utilizados com limão, com manjericão, com ervas de Provence; as alternativas são múltiplas. Os produtos da agricultura local, o mel, os embutidos especiais, os queijos são outras possibilidades.

Não podemos esquecer as camisetas com símbolos da bandeira bretã. As cores azul e branca e as torres heráldicas são lembranças que podemos trazer para os amigos ou consumo próprio. Depois, talvez tentar a sorte experimentando a lagosta, o lagostin, la coquille de Saint Jaques; são os sabores da Bretanha que não podemos recusar sem a devida degustação.

O arenque, defumado inteiro, aberto e achatado, bem seco ou marinado ou levemente salgado, é outra dádiva dos mares e da habilidade dos pescadores bretões. Eles foram pioneiros na pesca ao longo da costa da Terra Nova no Canadá. A Concha de São Jaques, iguaria sem par, é outra conquista da região. Usa-se a manteiga e o creme como coadjuvantes nos pratos e a batata fica no lado da resistência.

No início do mês de agosto, marque a data, o Festival do “Filet Bleu” apresenta oportunidade de conhecer as danças locais, a renovação da cultura da região e do patrimônio da Bretanha. Reserve a data para múltiplas surpresas, as sardinhas fritas estão no prato de resistência. O Calvados fará a despedida.

“Ha ma vefe kontek Konk Kerne”

“Vamos descobrir Concarneau” – o nosso lema do dia.

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