Mercado de flores de Amsterdam

À medida que Amsterdam aumentava a sua população, no início do Século Dourado da cidade, era necessário ganhar mais áreas dos pântanos e alagados. Canais para drenagem eram escavados, o Rio Amstel precisava ser domado. Aos poucos, os números de canais e pontes têm aumento crescente. Nos novos bairros, surge parte do Nieuwmarkt.

 

MERCADOS DO MUNDO, por Felipe Daiello

Em formato de meio-círculo, o esquema de metrópoles começa a ser desenhado. O encanto de Amsterdam, atração para os turistas, começa a ser formatado. Agora é o   momento de conhecer Amsterdam e seus segredos. O deslocamento fluvial é a indicação.

Hoje é possível circular pelos canais para ter vista global da cidade. O estacionamento é difícil e caro. As bicicletas invadem tudo; atenção para não ser atropelado por elas, que têm preferência e faixa especial de circulação. Cuidado para não invadir o seu domínio: os ciclistas reagem furiosos e aos gritos.

Ao circular pelas ruas da Antiga Igreja, pelo Bairro da Luz Vermelha, local onde os antigos marujos procuravam fugir da solidão das ondas, vamos encontrando pontos turísticos de Amsterdam: o antigo farol e a torre de vigia, guardiões do porto e das riquezas ali acumuladas. O Palácio Real, a Nova Igreja, a Weigh House, a Sinagoga Portuguesa, o Teatro Real e o prédio da ópera aparecem em sequência. Não podemos esquecer o Rijksmuseum, ao lado da casa de Rembrandt, e o novo Museu Van Gogh. Durante o Século Dourado (séc. XVII), Amsterdam acumulou riqueza e obras de arte de valores inestimáveis.

O Mercado das Flores, característica da atual Holanda, junto ao Canal Singel, perto de Muntplein, é o local para adquirir aquele agregado de cores. As tulipas, flores características, mesmo sendo originadas da Anatólia, na Turquia, são o que chamam atenção.

Circulando por Amsterdam, em todos os cantos, vamos encontrando bancas enfeitadas por maravilhas coloridas. A Holanda é um dos maiores mercados exportadores de flores do mundo. O Albert Cuyp Markt, perto do Heineken Plein e da cervejaria de mesmo nome, era o único mercado disponível no dia: estava perto do nosso hotel. Não podíamos desperdiçar a oportunidade.

Além das flores, dos arranjos, da decoração associada, era a oportunidade para verificar o que se vendia além das tradicionais lembranças, das bolsas, das bugigangas típicas de todos os mercados. Os preços aqui são mais adequados do que encontramos nas lojas e mercados do centro. O horário é que é curto: perto das 17h as bancas começam a fechar. Temos que comprar rápido as frutas, os queijos e os artigos de primeira necessidade.

As tendas ocupam todo o centro da rua, mas a circulação não é difícil.

Os tamancos, de cores e desenhos diferentes, as réplicas de antigas casas, com imensas janelas e pouca frente, são recordações tentadoras. Como o imposto era cobrado pela extensão de frente das residências, a solução foi reduzir a fachada e aumentar o número de pisos. Fazer mudanças nos prédios antigos, mesmo nos restaurados, não é fácil. É preciso retirar as janelas e levar os móveis até a única abertura disponível. Todos s prédios já disponibilizam suporte para colocação de roldanas para içamento.

Depois é preciso ir para o setor das especiarias, dos pepinos, dando atenção a seguir para queijos e variantes ofertados. Os peixes, salgados e defumados, constituem outra característica de Amsterdam. A combinação com pepino não é agradável para o nosso paladar. Mas é a refeição rápida disponível. Os locais adoram.

A seguir entramos na área dos doces, das sementes e dos pães. Como aperitivo, as cerejas, a baixo preço, serão nossas companheiras para os próximos minutos. Deliciosas.

No retorno, não há como escapar: a Cervejaria Heineken está no caminho. Momento de abrandar nossa sede e nossos desejos. Descansar é necessário, algo que os passos do turista, já exausto, agradecem.

 

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