Mercado de Casablanca, Marrocos

Terra de lendas, dos mercados de rua, dos Souks e que recorda filme famoso com Ingrid Bergman e Humphrey Bogart.

 

 

Maior porto de Marrocos, o nome da cidade recorda filme e episódio famoso da Segunda Guerra Mundial. No entanto, não procure o bar do Ricky – o local nunca existiu por aqui, apenas um clone destinado aos turistas pode ser encontrado. As cenas famosas com Ingrid Bergman e Humphrey Bogart não foram feitas no Marrocos.

Casablanca é famosa pela mesquita construída em 1993, obra arquitetônica muçulmana que se impõe pela beleza do seu mármore branco e pela capacidade de abrigar mais de 100 mil fiéis, sendo 25 mil no interior do templo. A Mesquita Hassan II merece atenção.

Sob domínio francês, a arquitetura da cidade sofreu grandes transformações: avenidas, praças e espaços verdes implantados, velhas muralhas removidas. A Catedral do Sagrado Coração segue estilo neogótico. Mas na parte antiga, perto do porto, ainda encontramos vestígios dos antigos mercados. No quarteirão “des Habuus” entre as muralhas, as ruas são mercados abertos, onde a tradição árabe do pequeno comércio ainda persiste. Prepare a máquina fotográfica.

É trabalho de paciência, de pesquisa e de comércio internacional tentar comprar uma novidade ou aquela lembrança. Nunca aceite a primeira oferta e nem o último preço oferecido; é preciso ir além do imaginável. Mas não entre em nego

ciações se não tiver interesse realmente em comprar. Discussões à frente!

Aqui se fala o árabe, mas também é oportunidade de treinar o francês aprendido no colégio, pois essa é a segunda língua do Marrocos.

Trabalhos em metal, em cobre, artigos principalmente em couro, roupas e cintos surgem no meio de tapetes Kilins vindos de áreas do deserto – despertam a curiosidade. As tradicionais especiarias, artesanatos mostram o local da antiga Medina. Cheiros, cores e sabores de mistérios, de passados e mesmo de sonhos.

Cuidado: muitas bugigangas Made in China, preços baixos, má qualidade são ofertas a desprezar. Produtos falsificados, de grife internacional, exigem precauções; verifique detalhes, qualidade do plástico, do tecido, e o acabamento interno precisa ser verificado com cuidado. Entre produtos piratas, temos alguns com qualidade razoável e grande chance de enganar os especialistas.

Quanto às roupas tradicionais, túnicas clássicas, a menos que esteja programando baile à fantasia ou participação em blocos avulsos no carnaval, resista à tentação. Não vale a pena.

Nas vendas de comestíveis, procure os produtos usados na confecção do prato tradicional, o cuscuz ─ feito à base de farinha de milho e cereais.

Ao terminar a experiência comercial, nada melhor que enfrentar o mechoui ─ cordeiro assado no forno ─ ou mesmo o verdadeiro cuscuz marroquino. É para relaxar depois de tantos esforços e de treinar, à exaustão, a técnica do regateio.

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