Mercado de Budapest na Hungria

Mercado de Budapest na Hungria

 

A partir desta edição os leitores do Jornal do Mercado encontrarão os ”Mercados do Mundo”, o escritor e empresário, Felipe Daiello, vai descrever os Mercados Públicos que encontrou pelo mundo, nas suas muitas viagens. Felipe Daiello é autor de livros, como As Minhas Marias, Enfrentando Tubarões, As Minhas Ilhas e o seu mais recente trabalho Palavras ao Vento, todos pela editora AGE. Prepare o seu espírito aventureiro, o autor nos levará para Mercados de Santiago, Valparaiso, Puerto Mont, Moscou, Marrocos e outros mais. Abrindo a sessão Felipe fala das curiosidades do Mercado de Budapeste.

 

Partindo das colinas de Buda, atravessando o Rio Danúbio, basta percorrer a Ponte Elizabeth para chegar ao Mercado Público de Budapest. Com estrutura metálica projetada pelo engenheiro francês Eiffel, telhado com figuras geométricas coloridas, deve ser o destino de todo o turista.

Com a expansão do metrô, a zona está confusa pelas obras viárias em execução, mas o desvio vale a curiosidade.

Em qualquer cidade, pela visita ao seu mercado podemos descobrir a alma e a característica básica de uma nação, de um povo.

Todos os invasores da Hungria deixaram a sua marca, a sua contribuição. Desde as tribos magiares, vindas das Montanhas dos Carpatos, depois a ocupação otomana por mais de 200 anos e por fim a integração à Monarquia Austro-Húngara, tudo se reflete no que agora podemos encontrar e degustar.

Os produtos consumidos no dia a dia: as carnes, os frangos, as verduras, as frutas, os temperos e especialidades empregados na elaboração dos pratos típicos da Hungria estão presentes.

Os pratos magiares são bastante calóricos, adiciona-se nata a tudo. O uso da páprica, como condimento, não é economizado. Os doces magníficos, principalmente os folhados, são recobertos de chantily.

Entre as especialidades não se pode perder os crepes recheados com amoras e frutas silvestres.

Para os “gourmets”, o queijo produzido com patê de pato é a indicação, o detalhe final.

Lanchonetes e pequenos bares permitem experimentar, a baixo custo, os pratos típicos da Hungria. Não cometa exageros; como não estamos acostumados, o estomago pode reclamar. As sopas são tradição, os cozidos, o gulash deve ser experimentado.

O local deve ser percorrido bem devagar. Os guias de turismo não gostam de perder tempo. Retorne mais tarde, vale a pena.

Para outras compras, como rendas e bordados típicos, há espaço disponível no piso superior.

No entorno do mercado, ocupando as calçadas, pequenos e melhores restaurantes são tentações. Após a visita, não tenha pressa ao percorrer as ruelas de Pest —, a parte baixa da cidade —, circule pelas margens do Danúbio. No final da tarde, início da noite, a hora é adequada para fotografar prédios históricos como o Palácio Real, na parte alta de Buda.

Os vinhos húngaros apresentam paladares e aromas diferentes. O Tonkai oferecido — vinho licoroso tipo Porto — serviu bem como aperitivo.

Ao final não esqueça os sorvetes de Budapest, nada melhor para encerrar a experiência e a noite.

 

Felipe Daiello (Engenheiro e escritor – autor de “As Minhas Ilhas – crônicas de Viagem” – Editora AGE)

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