Mercado Acolhedor Público

Eu no Mercado

Há quem diga que quando uma pessoa visita o Mercado Público de Porto Alegre pela primeira vez, não consegue mais deixar de ir. Para alguns, o lugar faz parte da vida desde sempre. Para outros, porém, a descoberta vira uma rotina.

Maria de Fátima Braga de Brito

 Um andar lento e um olhar contemplativo acompanham Maria de Fátima pelos corredores do Mercado Público.

A dona de casa de 58 anos veio de Rio Grande para visitar a prima em Capão da Canoa. Na escala em Porto Alegre, não pode faltar uma visita ao Mercado. “Venho pelo menos uma vez por mês à cidade e sempre passo no Mercado, aqui encontramos tudo que precisamos, tem de tudo!”

Embora o Mercado ofereça toda essa diversidade de produtos, o que mais atrai Maria são as bancas de produtos naturais, além, claro, da ótima culinária.

“O Mercado é um lugar muito aconchegante, com pessoas legais, atenciosas, sempre fico satisfeita quando venho aqui”, completa.

 

Dassyel Silva

Depois de fazer o pedido ao atendente, o rapaz apressado senta-se à mesa e repousa a mochila pesada na cadeira, tirando um peso das costas (literalmente).

Dassyel Silva está no Mercado para almoçar o prato preferido: sushi. Segundo ele, vai pelo menos uma vez por mês apreciar a culinária japonesa e comprar livros usados na banca.

 O jovem de 23 anos trabalha em uma loja de roupas como estoquista, e hoje, por sinal, está um pouco atrasado para voltar às funções. Natural de Tapes, cidade do interior do estado, diz que prefere o Mercado Público por ser um lugar tranquilo, seguro e remeter a um ambiente familiar.

Mesmo morando apenas há um ano na capital, diz que pôde ver a importância histórica do lugar quando aconteceu o incêndio. “Notei que o pessoal ficou muito triste, também tinha muita repercussão na TV”.

 

João Arthur

Por indicação dos colegas de trabalho, João Arthur experimenta o Mercado Público pela segunda vez e pretende voltar sempre que tiver oportunidade.

O comissário de bordo de 24 anos é natural do Rio de Janeiro, mas, devido à profissão, costuma visitar muito Porto Alegre. Ele diz que a tripulação sempre indica os bons lugares para alimentação nas cidades das escalas, e aprova o Mercado: “Procurei provar as carnes na primeira vez, dizem que as daqui são as melhores. Hoje pedi um peixe para variar e conhecer outros pratos. Também comprei alguns queijos coloniais, na outra vez tinha bancas com quadros e objetos de decoração, onde comprei algumas coisas. Sempre fui muito bem atendido e achei os produtos muito bons”.

Ele conta que, como vem à capital sempre a trabalho, a intenção não é a de fazer turismo, e por isso os bons preços do Mercado são bastante providenciais. “Claro que quando posso procuro conhecer melhor a cidade, já fui ver o pôr do sol no Guaíba, peguei a bike e fui pedalando”.

Para ele, o ambiente só ficará perfeito quando as reformas estiverem concluídas e o segundo andar voltar a funcionar. “Um amigo comentou que tinha vários restaurantes maneiros lá em cima, um vegetariano inclusive, estou curioso para ver o lugar depois de restaurado”.

 

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