Mercadeiros: a volta da rotina

Mercadeiros: a volta da rotina

 

Celso Marcadela, Armazém 28

“Este incêndio foi o mais complicado de todos”

 

Há 45 anos trabalhando no Mercado, a maior expectativa de Celso era voltar logo para começar a trabalhar novamente. “Já é o terceiro incêndio que eu passo, mas este foi o mais complicado de todos. Nos outros, o período fechado foi de três dias”, disse. No segundo incêndio, de 1979, queimou toda a ala onde Celso tinha loja. Ele ficou 100 dias parado, mas outros mercadeiros apenas três dias. Ele chama a atenção de que todos os incêndios aconteceram num sábado. “Desta vez eu não sei porque tanta demora, é ruim para todo mundo, para quem compra e quem vende”, completou.

 

Jane Vieira, Armazém Doce

“Queremos ver estes corredores lotados de gente”

 

Em licença maternidade, Jane não esteve no dia da reabertura, mas compareceu na véspera. Feliz com a retomada, disse que a expectativa está grande. “Depois de tirar umas férias forçadas, finalmente chegou o dia. O coração está a mil porque a gente sentiu muita saudade disso aqui. Estaremos abertos recepcionando os nossos clientes e amigos da melhor maneira possível”. Para ela, o importante agora é chamar a população, principalmente aqueles que não têm costume de ir no Mercado. “Queremos ver encher este Mercado, fazer este coração bater de novo, forte e bem lindo, e ver estes corredores lotados”.

 

Maria Pappen, Banca 25

“Estamos de braços abertosesperando a nossa clientela”

 

À frente de uma das mais tradicionais bancas de produtos gauchescos, Maria era só alegria com a volta das atividades. “O Mercado Público foi, é e sempre será a nossa paixão. Vivemos e sobrevivemos daqui. Então estamos esperando a nossa clientela, que volte a frequentar, a nos visitar, a comprar sem medo, porque está tudo em ordem, supervisionado. Estamos aqui de braços abertos, recebendo todo mundo”

 

Oreste Gabarbo, Cachaçaria do Mercado

“Estamos ansiosos para abrir e começar a vender de novo.”

 

Tem muita gente reclamando que está fechado, quer tomar sua cachacinha e não tem.  Estamos na expectativa que vai vir bastante gente para a reinauguração, e então estamos aí, esperando o cliente. Podem vir que vai ter tudo que a pessoa comprava antes. Algumas lojas vão ficar fechadas, mas tem outras que vão substituir os produtos.

 

Marcos Leal, Flora Hana Noka

“Quem não conhecia o Mercado também vai começar a vir”

 

Uma das quatro floras do Mercado, a Hana Noka passou por uma reforma recentemente, e aproveitou esse período para providenciar mais novidades para a banca. As dificuldades ficaram por conta de manter os funcionários. “Nós tentamos segurar todos, graças a Deus conseguimos. Se continuasse mais uns dias, não daria, porque só pagar e não receber é difícil”, diz Marcos. Ele acredita que muitas pessoas que não conheciam o Mercado a partir de agora vão começar a vir.

 

Gladimir da Silva Costa, Banca Gueno

“Nossos clientes já estavam ligando”

 

Por ser uma banca em que a maioria de seus clientes são aqueles que fazem produtos para revender, a Gueno era uma das mais aguardadas pela reabertura. “O pessoal estava ligando, a maioria dos nossos clientes estava sem trabalhar por não encontrar mercadoria em outro lugar”. Quando souberam da reabertura, o telefone da banca não parou de tocar na véspera. A clientela estava tão ansiosa quanto os donos da Gueno, agora muito entusiasmados com a volta das atividades.


 

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