Marrakech – Mercado das mil e uma noites no Marrocos

A cidade vermelha como é conhecida, localizada no interior, junto aos Montes Atlas, é uma das capitais imperiais do Marrocos.

 

O nome lembra aventuras, filmes de Hollywood e a Legião Estrangeira; agora é ponto de atração turística, onde o velho palácio, estrutura de tijolos, abriga dezenas de cegonhas que aqui nidificam. Na parte antiga encontramos as muralhas e o maior mercado do Marrocos.

Além do palácio do sultão, da mesquita e das medinas, o principal motivo da vinda de tantos turistas se encontra junto a Praça Jemaa el-Fna. No entorno, encontramos as principais lojas, os centros de venda de tapetes e do artesanato marroquino. Mas é na praça que despertamos o que a nossa imaginação mais aprecia.

Além dos tradicionais vendedores de água, dos comerciantes de todos os tipos, o mais tradicional da vida árabe, dos beduínos, das tribos berberes, tudo aqui se encontra, incluindo os tradicionais utensílios de cozinha na cerâmica local. Os tapetes artesanais berberes são as estrelas.

Dentistas, sentados no chão, estão prontos para atender qualquer emergência; apresentam como cartão de visitas os dentes já extraídos em antigas operações. Encantadores de serpentes usam mágica e música para atrair curiosos e fotógrafos. Se o pagamento não for adequado, o ofídio continuará enrolado no seu pescoço até o valor de mercado ser pago.

Contadores de histórias atraem os jovens. Os relatos apresentam os mouros como os bons mocinhos na sua luta contra os cavaleiros cruzados e os infiéis.

O maior souk a céu aberto do Marrocos não termina quando anoitece. Dançarinos, toque de tambores, malabaristas, prestigiadores, atores de todos os ofícios ocupam o devido lugar. A praça renasce com vigor.

Vendedores de chás, de cafés, de comidas, incluindo caramujos em pratos de vidro, cada um no seu alvéolo, agora disputam lugar com os tradicionais restaurantes que se distribuem no entorno.

Um verdadeiro conto das mil e uma noites se apresenta, todos os dias, em Jemaa el-Fna. Não é aconselhável tomar a água local e nem tente a sorte em degustar o tagine picado de carne apimentada, que excita nossa gula. Preferível o restaurante do nosso hotel cinco estrelas. O La Mamounia é referência. “Seguro morreu de velho”, como dizia o meu avô.

Com tempo disponível, no Palácio (Dar) Menebhi, podemos conhecer as histórias do antigo e atual Marrocos, incluindo livros e a arte dos árabes e berberes que construíram a nação.

COMENTÁRIOS