Marchezan quer iniciativa privada no Mercado Público

Em evento promovido pelo jornal Zero Hora, prefeito da capital declarou que pretende abrir concessão para o Mercado. Proposta não tem apoio da Ascompec.

A intenção de Nelson Marchezan é privatizar, inicialmente, a gestão do Mercado. No evento, ele afirmou que a prefeitura não consegue gerenciar bem o prédio e que não há mais dinheiro público, o que justificaria recorrer à iniciativa privada. Mensalmente, as permissões de uso pagas pelos comerciantes que atuam no Mercado rendem R$ 320 mil mensais para o Funmercado, um fundo gerido pela própria prefeitura. Em setembro de 2016, em entrevista concedida ao JM antes das eleições, Marchezan havia sinalizado uma aproximação com os permissionários: “É preciso deixar que os permissionários participem mais da gestão, pois conseguem fazer mais, mais barato e melhor”, afirmou. No entanto, a proposta de abrir o prédio à iniciativa privada não foi discutida previamente com a Associação de Comércio do Mercado Público Central (Ascompec), que reúne os permissionários. A Ascompec, por sua vez, declarou-se contrária à privatização, que pode ter reflexos nos preços dos aluguéis e no modelo de comércio do prédio. Ainda no evento, Marchezan afirmou que a prefeitura estreitará relações com empresas, em parcerias para outros pontos da cidade. A assessoria da prefeitura informou que Marchezan não irá se manifestar sobre o tema, pois delegou a questão do Mercado à Felipe Pimentel, da Coordenação de Memória da SMC. A reportagem tentou contato com a Coordenação e, até o fechamento desta edição, não foi possível uma entrevista.

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