Mais uma Feira que se encerra

A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre terminou em novembro com um gostinho de “quero mais”. Em um ano marcado por dificuldades, o evento trouxe uma gama de atividades para todos os públicos e contabiliza um balanço final instável em comparação ao ano anterior.

 

Foto: Fabiane Pereira

 

 

Chegou ao fim mais uma edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Neste ano, o fechamento se deu com a celebração da cultura afro-brasileira, seguida por um cortejo carnavalesco e a tradicional entrega de rosas vermelhas aos livreiros, liderada pela patrona Valesca de Assis. Mesmo com a redução dos recursos públicos para a realização do evento, de acordo com a Brigada Militar, cerca de 1,4 milhão de pessoas passaram pela Praça da Alfândega nos 19 dias de Feira – mesma média do ano passado. Ainda assim, o balanço final contabilizou uma queda nas vendas de 14% em relação a 2016.

 

Uma Feira de superação

Em 2017, a Feira sofreu uma diminuição em sua área, que a passou a contar com 7 mil m², sendo 5 mil m² de área coberta. Mas a programação para o público adulto, que teve enfoque na diversidade, promoveu 331 eventos para um público de 19.168 pessoas, com 665 participantes, entre escritores, palestrantes, convidados e mediadores. Um crescimento em relação a 2016, quando o público contemplado ficou pouco acima de 17 mil pessoas. Para o público infantil e juvenil, foram realizadas 631 atividades. Em função das greves das redes estadual e municipal de ensino, e o fato de a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre ter diminuído a verba repassada às escolas municipais para custear a visitação escolar à Feira, houve uma queda de 22% na participação de alunos nos encontros com autores (foram 11.589 em 2016). No decorrer do evento, foram promovidas 25 oficinas para um público de 457 pessoas, 739 sessões de autógrafos, entre obras individuais e coletivas, sendo a mais concorrida a da Monja Coen no dia 11 de novembro. A região homenageada contribuiu com uma delegação de 11 nomes da Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, além de chefes de Estado e embaixadores.

 

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