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Livro resgata a memória de Glênio

ESPECIAL FEIRA DO LIVRO, Lançamentos Literários

 

Figura conhecidíssima no meio político, boêmio e cultural de Porto Alegre nos aos 60 e 70, Glênio Peres era um dos assíduos frequentadores do Bar Naval, no Mercado Público. Além de ser um homem comprometido com questões sociais e políticas, dentro das tradições trabalhistas, Glênio também era um poeta e um humanista.

O jornalista e sobrinho de Glênio, Norberto Goulart Peres lançou recentemente o livro “Glênio Peres – Era o que Ele Era.” A publicação marca o 75º aniversário de nascimento e o 20º ano da morte do ex-vereador. Jornalista, compositor e poeta, Glênio Peres foi vereador na Capital durante 20 anos. Integrou o Movimento Trabalhista Renovador, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e destacou-se na defesa dos direitos humanos. Norberto Peres conta, nas 90 páginas do livro, a trajetória política do tio nos cinco mandatos como vereador, a campanha que o elegeu vice-prefeito de Porto Alegre, ao lado de Alceu Collares (PDT), as atividades como jornalista e poeta e as relações familiares. Diz o autor: “A gratificação de escrever a biografia de Glênio Peres está acima e muito além do aspecto familiar. É admirável observar a dimensão que o ser humano pode ter, perante a comunidade, quando se dispõe a trabalhar por ela, a batalhar por ela e, no caso do Glênio, a sofrer (e muito!) por ela. Glênio Peres enfrentou a opressão da ditadura militar por amor à liberdade do ser humano. Ele sonhou com
uma Porto Alegre melhor, sob o ponto de vista de administração urbana, mas excedeu o limite do político que se reveste do cargo eletivo: Glênio Peres sonhou com a qualidade de vida dos porto-alegrenses, expressa na frase que embasou a todas as campanhas das quais participou como candidato: POR HOMENS LIVRES EM CIDADE HUMANA!”. Os tempos eram de ditadura e, em janeiro de 1977, Glênio Peres foi cassado, no período do general Ernesto Geisel, após seu discurso de posse na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. No seu pronunciamento disse que o papel de um vereador não seria o de se preocupar com buracos de rua, porque o grande buraco era a falta de direitos humanos. O mandato foi recuperado (junto com Marcos Klassmann) dois anos e meio depois, com a anistia política.

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