Liberado o alvará provisório do 2º andar

Menos de um ano após assumirem o PPCI, permissionários concluem os itens necessários para liberação do alvará provisório do PPCI. A próxima etapa a ser vencida são obras de elétrica e acessibilidade. Previsão é que reabertura aconteça ainda este ano.

 

O pedido de vistoria do Corpo de Bombeiros foi feito em 5 de abril e a vistoria foi realizada na manhã do dia 11. Os bombeiros, que já haviam sinalizado o seu comprometimento em agilizar o processo, no mesmo dia concederam o alvará provisório de funcionamento, confirmando a adequação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) do Mercado Público à legislação.

Foi em maio de 2018 que a Associação de Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), que representa os mercadeiros, teve a homologação do Ministério Público do Estado (MP-RS), em acordo com a prefeitura de Porto Alegre, para assumir as obras do PPCI, que passaram a ser bancadas pelos permissionários do Mercado.

Em menos de um ano, foi concluída a primeira etapa, que possibilitou a aquisição desse alvará. “Isso é uma grande vitória, a Associação realmente se mobilizou e, para nós, é um orgulho gigantesco”, comemora Adriana Kauer, 1ª secretária da diretoria da Ascomepc.

“Todos os permissionários embarcaram e nos deram este voto de confiança. Não é a Associação que está pagando: cada mercadeiro é um patrocinador individual, cada permissionário foi ao Banrisul e buscou uma linha de crédito para colocar dinheiro dentro do Mercado, para que ele possa reabrir o 2º piso. Se não fosse este esforço individual de cada um, nós não poderíamos comemorar esta grande façanha.”

Foto: Letícia Garcia

Adequações realizadas

No ano passado, o PPCI do Mercado contou com alguns ajustes, como, por exemplo, a substituição do uso de cisterna pelo aumento do número de extintores. “Temos que salientar que essas medidas modificadas não prejudicaram a segurança, na realidade foram mais eficazes contra qualquer sinistro”, ressalta Adriana.

Para aquisição do alvará provisório, o Corpo de Bombeiros exigiu a realização da primeira etapa PPCI, que compreendeu:

  • a reforma de duas escadas metálicas laterais;
  • a instalação de mais de 200 extintores, nas áreas comuns e internamente em cada banca, dentro das normas do Plano;
  • placas de sinalização de emergências de todas as rotas de fuga;
  • atualização da Brigada de Incêndio, com 19 brigadistas, além de 39 mercadeiros formados em Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndios;
  • a liberação dos acessos, como a saída para a rua localizada na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos;
  • a desobstrução dos corredores, com a retirada de mobiliário dos corredores e acessos.

 

Elétrica e acessibilidade

O alvará provisório permite que seja iniciado o projeto de instalações elétricas no 2º piso, além das adequações da acessibilidade. Essas novas obras também terão investimento dos próprios mercadeiros.

Segundo Denis Carvalho, coordenador de Próprios Municipais da DMIC/SMDE, a ideia é concluir as obras do projeto elétrico inicial em três ou quatro meses. Apenas depois disso os permissionários poderão ajustar a parte interna das lojas, que deve levar cerca de dois meses.

Em 2013, um curto-circuito deu início ao quarto grande incêndio, que atingiu os altos do prédio e os diversos restaurantes, cafés, a sorveteria, a grande loja de artesanato e diversos espaços de exposições e de serviços.

“Outro problema que vamos enfrentar agora é a questão da acessibilidade. Temos reunião da Junta que define os recursos do Funmercado para ver se conseguimos destinar recursos para resolver a questão da acessibilidade”, acrescenta Denis.

Francisco Nunes, do Restaurante Sayuri, destaca exatamente essa necessidade: “Nós, lá em cima, precisamos da escada rolante. Temos noção disso porque, na época em que a gente trabalhava lá, o movimento caía 80% quando a escada rolante estragava. Para acessibilidade, existe também a necessidade de um elevador funcionando, ou o cadeirante não tem como subir”, avalia.

Assim como ele, os restaurantes Bar 26, Mamma Julia e Taberna 32 e a sorveteria Beijo Frio, que tiveram as bancas atingidas pelo incêndio de 2013, atuam provisoriamente no Espaço de Eventos do 1º andar desde 2014. Já são seis anos aguardando a reabertura dos seus espaços originais nos altos do Mercado.

“Eu só espero que seja resolvido o quanto antes”, diz Iara Rufino, da Beijo Frio. “Estamos aqui (no Espaço de Eventos) em respeito ao nosso trabalho, e o cliente vem em respeito ao nosso trabalho, mas não é fácil, nem para mim, nem para os colegas.”

O alvará provisório é válido até 27 de dezembro. Até o seu vencimento, a Ascomepc deve realizar as adaptações restantes do PPCI para que seja liberado o alvará definitivo. Entre esses próximos itens estão alarme de incêndio, detectores de fumaça e iluminação de emergência.

 

 

COMENTÁRIOS