Lembranças de Mercado

Constroem-se memórias a partir de boas recordações e há vários anos o Mercado Público tem o mérito de ser o construtor de várias. Suas bancas e aromas erguem memórias que geram tradições.

 

Pedro Costi

Visitante de Caxias, o universitário de 22 anos rendeu-se às diversas especiarias que o Mercado oferece. Com o costume de visitar bancas de bebidas, o estudante é um grande fã da Cachaçaria do Mercado. “Sempre passo pela cachaçaria para comprar hidromel, porque em Caxias não tem esse tipo de coisa”. As visitas pelo local já vêm de dois anos e Pedro ainda destaca que passou a frequentá-lo graças a um amigo que é morador de Porto Alegre.

Para o estudante, um dos pontos mais interessantes do Mercado é a grande circulação de pessoas que passeiam diariamente pelas bancas. “Gosto de ver pessoas circulando sem necessariamente estarem em busca de algo e em um lugar seguro, que não é muito comum aqui. A movimentação é legal”, diz.

“Lembro que um primo e um tio meu, dinamarqueses, vieram pra cá e tinha um piano no meio do Mercado. Nós ficamos tocando e cantando por mais de meia hora. O Mercado Público é cultura. Não só pelas artes, mas pelo que o povo oferece”, finaliza.

 

Nicolas Karow

“Costumo ficar passeando pela área alimentícia e musical, já que curto rock e aqui tem muito disso. Também procuro coisas mais diversas que não acho em qualquer lugar, coisas fora do comum”. Encantado com a feira de vinis, o jovem estudante de 17 anos, natural de Novo Hamburgo, é um grande fã do comércio e das fragrâncias do Mercado. Ensinado desde sempre pelo pai, que é ex-morador de Porto Alegre, o fã de rock n’ roll frequenta o local mensalmente.

Segundo Nicolas, a melhor coisa do Mercado são os perfumes. “O cheiro diversificado é o que eu mais gosto. Algumas pessoas reclamam porque é misturado, mas é isso que eu acho legal.” Além dos aromas, as lembranças com amigos em típicos dias de adolescência e a busca por artigos musicais com o pai ficaram marcadas na sua memória. A grande diversidade encontrada em um só lugar empolga o visitante. A cultura cultivada pelo Mercado atinge pessoas de todas as regiões do estado e de todas as idades.

 

Luana Gabriela Mitto

“Frequento de três a quatro vezes por semana. Aqui na banca 40 eu tenho uma combinação de fatores, tenho a opção de carregar meu celular e acessar a internet e tem o lanche com o preço acessível. Um lugar agradável e bem localizado, onde todas essas coisas me fazem escolher o Mercado. Ele é o resumo da cidade, tem contato com todo mundo, é uma efervescência de pessoas e de cultura. As pessoas mais legais que eu conheci foram aqui, virou um ponto de referencia meu.” Para a artista visual de 41 anos, Luana Gabriela, o fato de ter tudo em um lugar só, é o ápice do Mercado.

A porto-alegrense se denomina grande fã do Mercado. Encanta-se pelo retrato que os anos construíram através dos comércios e sua veia artística fala mais alto na hora de fotografar as belas marcas do local.

 

Fotos: Gabriela Silva

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