Larissa Maxine: “O Mercado é muito propício para um primeiro mergulho em Porto Alegre”

A atriz e apresentadora curitibana, de 33 anos, esteve na cidade para participar da 2ª edição do Porto Alegre Burlesque Festival. A artista aproveitou para uma série de gravações da próxima temporada itinerante do “Baú de fitas malignas da Maxine”, canal que ela mantém no Youtube. E, claro, para visitar o Mercado Público.

Formada em Jornalismo e Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Larissa também estudou, ao mesmo tempo, Artes Cênicas. Depois foi para Cuba e voltou para o Brasil com a convicção de que queria ser artista, indo morar no Rio de Janeiro. No mestrado que fez na Itália, conheceu o burlesco, uma arte que vem desde o século XVI, quando a mulher não podia ser atriz. “Então elas entravam em cena, tiravam a roupa (não completamente) e representavam. Ou seja, burlavam.” Diz que esse tipo de trabalho teve o auge no período da Belle Époque e que, quando chegou ao Brasil, não foi muito bem recebido porque o nu não era bem-visto.

“Quem melhor assimilou o burlesco foi o samba. Hoje, a passista pode ser considerada uma burlesca — usa as mesmas roupas. O trabalho dela é um tipo de encenação e teatro. Nossa burlesca mais famosa foi a Carmem Miranda.” Afirma que hoje são poucas mulheres no Brasil que vivem da profissão: ela e mais duas ou três. “É uma arte muito antiga, mas ainda muito contemporânea, porque a gente precisa burlar muitas coisas”, diz, referindo-se à luta das mulheres para assegurar os seus direitos. Em Porto Alegre, onde também lançou a sua personagem “Viúva Negra”, revela que tem muita gente nesta área.

 

Mercados do mundo, paralelos

Na capital, Larissa recebeu de profissionais das artes cênicas sugestões de “lugares maneiríssimos para comer”. E visitou o Mercado pela segunda vez. Como estava querendo um sorvete, a indicação foi a tradicional Banca 40 do MP.  Voltou no outro dia porque tinha crepe. Conhecedora de vários mercados do mundo, ela cita o do Cairo, “um negócio muito doido, onde o grande negócio é a negociação mesmo, que pode durar a tarde inteira. A brincadeira é que as coisas não têm preço fixo”.

Lembra também o de Marrocos, com muitas coisas vindas da Índia. Também o da sua cidade, Curitiba/PR, e o de Gênova, na Itália, só de flores. Sobre o nosso Mercado, destaca os bons preços, as “comidas muitos gostosas e baratas”. Considera um ótimo passeio para se fazer. “Os mercados sempre são parecidos na disposição dos produtos, por exemplo. Mas este tem diferença: acho que ele representa muito o que é a cultura de Porto Alegre e gaúcha, que são muito típicas.”

 

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