Junho de 2010

Patrícia Cirio (massoterapeuta, portoalegrense) e Sônia da Luz (cabeleira)

 

Brasil e Coréia do Sul, segundo tempo. As torcedoras Patrícia e Sônia já estavam em ritmo de comemoração. Mesmo assim sobrou um tempinho para anotar um palpite e registrar a presença nos altos do Mercado. Onde elas assistiam ao jogo da seleção.

 

Patrícia – O Mercado pra mim é um ponto turístico, é uma referência do que o gaúcho gosta e do que tem de bom em Porto Alegre. Existe um mix de pessoas aqui. A idade vai de oito a 80 e culturalmente ele consegue arrasar.  Começando pela arquitetura, pelo referencial das pessoas que vem aqui. Eu amo o Mercado! Não troco isso por nenhum outro lugar. Nasci em Porto Alegre, moro no centro de Porto Alegre e de preferência vou morrer em Porto Alegre.

Sônia –  O happy hour é perfeito, não existe lugar melhor. A noite é perfeita, com segurança e a música é boa. Pena que não se estende mais, né?

Patrícia –  Isso é o único ponto ruim. O Mercado Público devia ser 24hs. Tipo, o Marco Zero, que é o lugar que a gente mais freqüenta aqui, 2h termina. Mas a música é gostosa a cerveja é gelada, mas termina cedo pra caramba.

 

Ruy Carlos Osterman – Apresentador dos programas Sala de Redação, Gaúcha Entrevista, e comentarista da jornada esportiva da rádio Gaúcha e colunista do jornal Zero Hora.   

 

Em abril, na comemoração dos 238 anos de Porto Alegre, no Mercado Público, o programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, esteve nos altos do Mercado. No comando do programa, o professor, Ruy Carlos Os­termann, que nos falou um pouco sobre o Mercado Público.

 

Ruy – Essa foi uma iniciativa extremamente generosa e importante da Rádio Gaúcha de transferir todo o seu estúdio, e quase tudo se faz em estúdio, para a cidade. Nós trouxemos o Sala de Redação aqui para o segundo andar do Mercado Público e foi uma festa bonita e fez com que as pessoas se aproximassem quase sobre a mesa, isso foi intencional, para que houvesse esse calor, essa retribuição. É muito raro a gente ter esse contato, e dessa vez pudemos fazer. O resultado foi estupendo e as pessoas ficaram satisfeitas e nós ficamos felizes. Eu acho o Mercado magnífico. Com essa mudança que ocorreu, essa parte superior, preservando por inteiro o que está no entorno, que onde está o velho e bom Mercado Público, eu acho que foi formidável. Nós temos luminosidade, ar, espaço, e as pessoas podem conviver magnificamente bem. É uma conquista da cidade.

 

 

Jorge Fernado Rochembach (70 anos – aposentado)

 

Jorge – Eu nasci no Brasil e morei na Alemanha há 30 anos, fui para lá em 1968. Lá não tem sacolas plásticas e quando tem a gente paga. Eu vim agora, há 4 anos. Aqui no Mercado compro peixes e carnes. Vou na Banca do Holandês, no Empório. Eu nem me lembro muito bem daquele tempo, eu acho que a gente usava menos o Mercado, tenho essa impressão. Naquele tempo eu era garoto, não tinha o hábito de vim e comprar no MP. Eu lembro de restaurantes que tinha aqui, não sei se tem ainda, muito bons, da Banca 40,  que a gente vinha tomar sorvete, sucos e comer frutas. O hábito de produtos naturais já vem de uns 10 anos, achei que deveria diminuir a quantidade de carne, sou quase um vegetariano. Acho muito bom o Mercado, gosto muito! Eu acho que é uma identidade de Porto Alegre. O Mercado é um ponto referencial.

 

 

 

Gaúcho da Copa

 

O Mercado Público, neste mês de junho recebeu inusitadas visitas, graças a Copa do Mundo. E uma dessas visitas é o Gaúcho do Beira-Rio, que também se auto-intitula como Gaúcho da Copa. Noé, seu nome de batismo, circulava nos altos do Mercado.

 

Noé – “Eu como gaúcho do Beira-Rio, inventei a roupa do Internacional primeiramente, depois foi a roupa do Brasil, por causa do 7 de setembro. Então eu represento tudo que é festa do Brasil. Qualquer evento que envolve o Brasil eu coloco essa roupa aqui. Isso em todos os tipos de esportes também, no vôlei, que eu conheci o Bernar­dinho, tenho foto com Presidente da República, com Miss Brasil, com a Governadora do Estado. Tenho foto com qualquer autoridade aqui do RS, as maiores autoridades estão comigo. E estou com o Dunga, o que ele escolher eu estou satisfeito, tem que prestigiar.

 

 

 

 

Carlos Lupi – Ministro do Trabalho

 

Ministro do Trabalho Carlos Lupi faz compras no Mercado Público.

 

Em visita oficial a Porto Alegre, para encontrar-se com o Prefeito José Fortunati, juntamente com o assessor Flávio Zacher e o Vereador Tarciso Flecha Negra, o Ministro Carlos Lupi aproveitou para fazer compras no Mercado Público. Após a solenidade no Gabinete do Prefeito, Carlos Lupi e seu assessor dirigiram-se ao Mercado, onde, por coincidência encontraram o Vereador Tarciso Flecha Negra e sua esposa, também clientes assíduos. Na oportunidade, após brincadeiras de ambas as partes, e descontração total, o Ministro revelou que é cliente do Mercado Público há bastante tempo e que sempre que vem a Porto Alegre aproveita a ocasião para levar o tradicional charque gaúcho, do qual se diz um grande apreciador.

 

Enviado à redação do Jornal pelo Assessor Flávio Zacher.

 

Marcelo de Assis (36 anos – Bancário) e Sandra Nunes (Recepcionista Caixa)

 

Marcelo: Aos 16 anos eu trabalhava como boy  na Corsan, fazia um atendimento ao Mercado Público. Aqui era um negócio bem rústico, sabe,?  As bancas aqui embaixo, era tudo de alumínio, o telhado era de zinco, era tudo aberto, na década de 80. A reforma que ocorreu no Mercado fez com que a gente participe mais do Mercado, pois antigamente era feito só para mijar nos cantos, ou para tomar cerveja por um bom tempo ou para sentir cheiro de peixe. Agora não, tu sente vontade de ter um convívio maior com ele, porque o Mercado está sendo mais respeitado, mais valorizado. E eu acho que essa junção com o centro histórico que está tendo agora é muito importante. Sempre que estou aqui no centro,  procuro passar por dentro do Mercado para comprar um queijo ou uma lingüiça. O atendimento aqui é muito bom e está servindo como um ponto de referência. Tem banheiros limpos, tratamento diferenciado pelos garçons, lugares bem situados para assistir uma televisão, no caso agora da Copa. É um marco, como o próprio restaurante aqui, o Marco Zero. E tem mais uma, como o marco zero é aqui na prefeitura e como tem o restaurante Marco Zero dentro do Mercado está na hora do pessoal ter essa lembrança e lembrar que o Mercado está fazendo jus ao marco zero de Porto Alegre.

 

Sandra  – O Mercado é um lugar bem tranqüilo da gente fazer as compras básicas. É gostoso de vir, se encontrar com amigos, um lugar que eu freqüento seguidamente. Posso dizer que sou nova aqui em Porto Alegre, pois estou aqui só fazem 5 anos, sou de Camaquã O Mercado é um lugar que eu gosto muito de vir.

COMENTÁRIOS