Josmar Leite: “Um patrimônio, um orgulho e uma referência de qualidade e bem-estar”.

 

Ensinado a ir ao Mercado pela mãe e pala avó, o jornalista Josmar Leite começou a frequentar o prédio ainda criança. Desde então passou a descobrir os sabores e a variedade de produtos que o local oferece.

Foto: Gabriela da Silva

“Eu tenho uma relação boa e prazerosa com o Mercado. De vir aqui justamente quando eu estou com vontade de comer coisas boas, comprar coisas saudáveis e que me trazem boas sensações. Depois de adulto, comecei a descobrir os sabores daqui: as carnes, os frios, as verduras, as sementes, a erva-mate e as lancherias também. Minha relação vem de família, minha mãe e minha vó vinham aqui. Lembro de quando era criança, devia ter uns 5 anos, que eu achava meio chato vir para o Centro, mas o Mercado se associava a uma imagem de alívio, porque seria a hora em que eu iria descansar e tomar um sorvete. O Mercado me traz sensações muito boas, é uma relação de muito afeto e entusiasmo.”

 

O apreço

“Já tive a oportunidade de conhecer o Mercado de Belo Horizonte, de São Paulo e de Fortaleza, se não me engano. Conheci Mercados em Madri, em Londres, em Amsterdã e coisa semelhante em Lisboa. Alguns têm propostas diferentes, alguns são mais voltados para a gastronomia, alguns são bem voltados para produções locais. Eles têm uma semelhança que é a confluência de pessoas: como um mercado, reúne, desperta, centraliza atenções. Mas valorizo muito o Mercado de Porto Alegre porque, mesmo sendo diferente, talvez não sendo tão requintado como o de outros lugares, ele tem uma identidade muito legal. Os comerciantes mantêm a sua forma de agir, sua forma de atender e os produtos que trazem, parecendo fazer um esforço muito grande para manter uma qualidade; é uma atratividade para os clientes e acho que isso é a identidade que diferencia o Mercadão. Podem passar anos, governos, crises e parece que ele se mantém. Este lugar é um grande patrimônio, um orgulho e uma referência de qualidade e bem-estar.”

 

Ponto de vista

“Certamente a cidade perderia sem o Mercado. Hoje a cidade perde por ter parte dele sem estar funcionando. Aqui é muito democrático, tem espaço para todas as faixas sociais e econômicas, as pessoas podem vir e gastar pouco ou gastar muito. O Mercado se identifica com Porto Alegre, que é uma cidade democrática, com lugares para todos os segmentos e todas as vozes. Aqui no Mercado isso se percebe bem passando nas bancas.”

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