José Adão Figueiredo: “O Mercado é um ponto de observação do cotidiano”

José Adão Figueiredo

“O Mercado é um ponto de observação do cotidiano”

Frequentador do Mercado há mais de 30 anos, desde quando era assistente administrativo da prefeitura em 1993, o advogado Figueiredo, como é mais conhecido, hoje é procurador do município. Seu lugar mais sagrado no Mercado é o Gambrinus, onde costumava estudar para o vestibular. Foi nesse templo gastronômico e boêmio que ele lançou recentemente seu livro “Crônicas de bar”, num concorrido evento etílico e literário. No último incêndio, primeiro atuou como escritor, escrevendo uma crônica. Depois, como procurador, ajudando a resolver impasses administrativos e burocráticos para liberação de obras e espaços atingidos.

Frequento o Gambrinus, mas o principal de tudo é que tenho atuado como procurador para resolver alguns problemas pontuais do Mercado – me preocupo com questões como segurança e os seus problemas estruturais. Como escritor, aproveito o cotidiano para escrever crônicas de observação. São três momentos: o início da minha vida, quando eu vinha para estudar, depois como procurador, resolvendo questões, e o terceiro que é a observação do cotidiano para fazer minhas crônicas. Conheço os mercados de Santa Catarina e o de Salvador, que são diferentes. Aqui parece que é mais funcional. Peguei a reforma, antes não tinha cobertura e área de circulação não existia. Nessa época participei fazendo as licitações. Antes, era uma coisa horrível, tinha até galinha. Depois da reforma, ficou muito bonito. Ele também era cercado por camelôs e isso dificultava o acesso. Também coordenei a licitação do Camelódromo e conseguimos retirar os camelôs do Centro. Quem quiser conhecer o povo de qualquer lugar tem que ir ao mercado local, porque ali estão todas as características e culturas da cidade. Acho que a principal característica do nosso Mercado é a circulação das pessoas, sem restrições, andando de qualquer jeito, adquirindo produtos, diferente dos shoppings, onde as pessoas andam arrumadinhas. Olho o Mercado como um ponto de observação do cotidiano.

 

COMENTÁRIOS