Influência mútua

Imaginar Porto Alegre sem o Mercadão pode ser uma tarefa difícil. Desde os seus primórdios, o local encanta e acolhe visitantes com sua diversidade, sua arquitetura, sua comida e sua beleza histórica. Por consequência, Porto Alegre virou uma cidade especial por agregar um lugar tão querido.

 

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Alan Gomes

Em meio aos corredores e à procura de emprego, Alan, de 26 anos, costuma visitar o Mercado Público quando está com fome. Por conta disso, as lancherias são seus pontos de maior visitação. “Venho aqui mais para comer, geralmente para tomar um café com leite”, diz. Além do café, suas vindas ao local têm outro objetivo: rever os amigos das bancas.

Natural de São Paulo, ele se mudou para Porto Alegre para ficar com a sua esposa e acabou gostando da capital gaúcha, principalmente do Mercado, já que foi o primeiro local em que trabalhou após a mudança.

Embora seja de outro estado, vê que a cidade se envolve com o patrimônio de uma forma mútua – um contribui com o outro, pois possuem de tudo um pouco. Já sobre o Mercadão, não sabe dizer o motivo de ser tão especial, “mas é bem aconchegante para quem vem”.

 

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André Ferreira

Enquanto degusta um bom café, André, de 22 anos, admira uma das suas coisas favoritas do Mercado: a arquitetura. Formado em Design de Interiores, o jovem se encanta com os detalhes arquitetônicos e os aromas do local.

Apesar do café ser um dos atrativos para as visitas, não é o único motivo. “Além do café, gosto de visitar bancas como a Banca 40 e também gosto de comprar peixe, principalmente na Japesca.”

O lazer das visitas fez o rapaz se apegar ainda mais à cidade. Hoje vê o Mercado como uma referência para Porto Alegre, pois em ambos as pessoas podem encontrar o que quiserem. Embora tenha admiração, acha que algumas coisas podem melhorar. “O Porto poderia ser mais alegre e mais seguro. E o Mercado mais preservado e valorizado”, diz.

 

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Cíntia Cardoso

Com os passos tranquilos, Cíntia passeia pelo Mercado quase todos os dias. A jovem de 21 anos trabalha no Centro Histórico e aproveita seus minutos de folga para admirar a parte central do local, que é onde mais gosta de ficar, “por ter um clima bom”.

A jovem analista de sistemas recorda que sua ligação com o Mercadão começou há alguns anos, quando viu uma homenagem religiosa no Bará do Mercado e achou aquilo interessante, já que quebrava a rotina.

Para a moça, o apreço pelo Mercado Público faz com que a cidade não seja a mesma sem ele. “Acho que o Mercado é a parte histórica de Porto Alegre, sem ele ficaria um branco gigantesco.  Aqui é um ponto calmo da cidade, um ponto essencial.”

 

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