História das Bancas do Mercado Público

 

Bar Embaixador

O ponto é tradicional no Mercado. O casal José Fernandes Boucinha e Maria Mezzola Bou­cinha esteve à frente do bar durante anos a fio, desde 1967. Ali construíram uma sólida clientela e enfrentaram tempos duros, atendendo estivadores, malandros, políticos, “mulheres da vida”, todos atrás do “com­pletão”, mocotó e peixe. E naquele tempo iam até altas horas da noite e no outro dia, de manhã muito cedo já estavam de volta. Reza a lenda que o ônibus até parava na frente da casa, se por acaso o casal se atrasasse. É natural que depois de tantos anos na labuta, o casal passasse o Embaixador para a nova geração, no caso a sua filha Lúcia Boucinha e o genro, Pedro José Barbosa. Não mudou muito, fora o horário e o público. Continuam servindo café da manhã, almoço, café da tarde. Mas agora pensam em entrar com novidades, como lan­ches, por exemplo, para enfrentar as obras de instalação das escadas rolantes do Trensurb, que vão afetar seriamente o movimento de todos os bares, restaurantes e bancas que ficam de frente para av. Júlio de Castilhos. “Com a saída dos ônibus já sentimos uma queda violenta, a gente vendia muita água, bolachinha, essas coisas. Imagina ficar com a porta fechada três meses. Vamos ter que fazer um trabalho para recuperar esses clientes depois”, conta Lúcia. Mas assim como os pais, Lucia também passar por mais este desafio e continuar a servir o seu procurado PF que varia a carne todo o dia, carne de panela, almôndegas e aos sábados a famosa batata fritas, muito procurada.

Telefone: 32124323
Não trabalha com cartão de crédito

 

 

Casa de Carnes Santo Ângelo

história do açougue Santo Ângelo, Banca 8 e 9, está muito ligada à figura de Francisco Sartori, falecido em 2004. Ele veio da Calá­bria, com 18 anos trabalhar no açougue de um irmão, localizado na rua Bento Mar­tins, no centro de Porto Alegre. Ele fazia entregas no centro, principalmente nos restaurantes. Pouco depois surgiu uma oportunidade no Mercado Público. Ele comprou, então, o Açougue São Francisco, que ficava na entrada da Borges de Medeiros. Pouco depois, tornou-se sócio dos irmãos To­niolo na atual Banca de Carnes Santo Ângelo. Depois ficou de sócio com Antonio Vortis Lucas, que era um funcionário seu, que por sua vez saiu para a entrada do genro de Francisco, Pas­coalino Gu­ghota, 50 a­nos, que atualmente é dono do estabelecimento. Ele diz que o forte da casa é o atendimento e carne de primeira qualidade. O açougue comercia­liza carnes bovina, suínos e embutidos. Sempre esteve no mesmo lugar, mesmo durante a grande reforma dos anos 90.

3225.0350
Telentrega
Aceita todos os cartões

 

 

Armazém Metropolitano

O hoje Armazém Metropolitano foi antes o Açougue e Fiambreria Metropolitano. Pertencia ao italiano Antonio Gualiota, que havia herdado do seu pai. Quando a família da atual proprietária, Neli Costa da Silva, comprou a banca. Em 2001, teve dificuldades. “Co­mo a gente não sabia lidar com carne, não tinha muita idéia.“ Fomos na SMIC e conseguimos a troca de ramo”, conta ela. Mas foi difícil, a decisão da SMIC demorou para sair e durante este tempo ficaram tateando e enfrentando dificuldades. “Chegamos sem experiência e fomos trabalhando. Mudamos para o ramo de secos e molhados”, informa Neli. A mudança se deu aos poucos. Foram ouvindo, prestando atenção no que pediam os fregueses e logo dire­cionaram o armazém para produtos naturais e suplementos. Caminho que deu certo. A linha de cereais foi um sucesso, principalmente com as vendas a granel, onde as pessoas podem comprar conforme a necessidade e, principalmente, o bolso. A quantia mínima vendida é de 100 gramas. Neli veio de Santa Cruz, ela e mais cinco irmãs, que vieram uma atrás da outra. Sobre o Mercado diz que apesar do pouco tempo que está nele já é o suficiente para ser apaixonada por ele. “Quando tiro férias, passa dez dias já sinto a necessidade de voltar.” Agora com a maternidade se aproximando Neli diz que vai ficar bem divida, entre a banca e o filho, mas vai contar, felizmente, com a ajuda das suas irmãs.

Fone:32242702
Cartões de Crédito: todos, com exceção do Hipercard

 

Armazém 28

Maria Emilia Antoniolo Marcadella, chegou com 17 anos da cidade de Bento Gonçalves. Veio para trabalhar no Mercado Público juntamente de outros cinco irmãos, que já trabalhavam aqui. Como havia passado uns dias na praia, ela chegou bronzeada, que na época não era moda, mas havia ficado muito bonita. A garota bronzeada chamou a atenção de Délcio Mar­cadella, que na época era sócio da Banca 28. Logo ele passou a paquerar Maria, “ele fingia que não tinha mercadoria só para ir à banca, onde trabalhava a mãe, para trocar. Depois os funcionários diziam que ele tinha a mercadoria e que ele queria mesmo era vê-la,“ conta Elisabeth.
Deste casamento nasceram quatro filhos do casal: Elisabeth, Celso, Cláu­dio e Ivo Ro­berto. Celso foi o primeiro a trabalhar na banca, com onze anos já ajudava. Quando seu pai se aposentou ele assumiu de vez o negócio da família. No início havia um conflito de idéias, natural quando se trata de diferentes gerações. Aos poucos ele e seu pai foram se acostumando, um com o estilo do outro. Elizabeth viria mais tarde ao Mercado. Não foi fácil de convencer seu pai, porque ele não gostava da idéia de ver a sua filha, mulher, trabalhando no Mercado.
Hoje o Armazém 28 está sob os cuidados dos dois irmãos. “ Estou divorciada, mas meu casamento com o Mercado não acabará nunca, eu amo ele e amo estar aqui,“declara Eli­sabeth. Celso também gosta de trabalhar aqui: “aqui você vê muita coisa, é um mundo a parte. Depois que me formei em administração tive algumas propostas, mas acho que nasci pra isso. Gosto muito de trabalhar aqui.“
A banca sempre teve tradição em artigos secos e molhados, hoje em dia muito pouco mudou. Eles continuam vendendo muito bem os produtos para a feijoada e o tradicional charque.

Tel: 3225 4804
Aceita todos os cartões, menos do hipercard

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