Hell’s Kitchen Flea Market em New York

Hell’s Kitchen Flea Market em New York

Por Felipe Daiello 

Metrópole mundial, mais de 150 nacionalidades e línguas circulam por avenidas imensas e pelos blocos e quarteirões gigantescos. As lojas mais finas, com artigos de qualidade e de bom gosto, preço adequado à combinação, são templos de consumo para pessoas de fino trato, para milionários e para brasileiros deslumbrados em busca de “sales and clearence”.

As tentações acabam com os limites de cartões de crédito e com as reservas armazenadas: artigos de grife custam até um terço do valor pago no Brasil. Muitos precisarão aumentar as dimensões dos roupeiros ou mesmo colocar mais prateleiras ou até usarem espaço adicional, em função da quantidade e do volume das suas malas no retorno. Mas, em finais de semana, em locais específicos, as “Flea Markets” (feiras de pulgas) apresentam oportunidade: garimpagem de pechinchas.

Domingo, cedo, na manhã gelada, céu azul, Hell’s Kitchen Flea Market era o destino. Próximo à Broadway e ao Terminal de Ônibus de NY. Mais de 170 lojinhas apresentam na rua as suas tentações. Peles em abrigos, mantôs e casacões, lãs escocesas nas cores tradicionais dos tartans tribais. Roupas de qualidade, de grife, semiusadas ou quase, surgem nos quiosques e balcões dispostos ao longo da rua e calçadas.

Decoradores, celebridades e lojistas aparecem para levantar preciosidades ou completar coleções. Para colecionadores o prato é mais do que adequado. A seleção do que é apresentado é rigorosa. Anéis, colares, joias, preciosidades de gerações passadas estão à venda por excelente preço. Para comprar aquela lembrança, o presente futuro, o local é adequado e mais do que recomendado.

Muitas prendas que custam nas lojas de 40 a 50 dólares podem ser arrematadas por 12 a 15 dólares. Não se vê nenhuma diferença ou falha no artigo exposto.

A qualidade e a apresentação é referência. Antiguidades pedem a atenção dos colecionadores e de fanáticos compradores: fotos antigas, álbuns de família, rádios à válvula e fonógrafos do tempo de Edison. ─ Funcionam ─ explica o vendedor, sorrindo.

Artigos em couro, artesanato do Japão, da Mongólia, da Indonésia e periferia, incluindo pinturas, porcelanas e talheres, são possibilidades.

Jovens artesãos utilizam o palco para apresentar criações próprias em metal, couro e tecidos. São novos artistas à procura de mercado e de reconhecimento. Muitas joias, exclusivas, com preço adequado, surgem para a nossa admiração. A arte decorativa está bem representada. Necessário paciência para garimpar as oportunidades. Não tenha pressa.

Quem ainda não alcançou a fama e o prestígio, longe das galerias especializadas em arte, tem aqui a oportunidade para expor os seus trabalhos. Precisam de apoio.

Mesmo não comprando nada, o que é difícil, o reconhecimento é válido. Aproveite antes de ir correndo para a Macy’s ─ a loja tradicional de compras em New York.


 

 

 

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