Guilherme Schwinn: Mercado Público de Florianópolis, um patrimônio com risco de descaracterização

Guilherme Schwinn

Mercado Público de Florianópolis, um patrimônio com risco de descaracterização


Foto: Letícia Garcia

Dono do primeiro restaurante secreto de Florianópolis, o Gastrobirra, Guilherme veio participar de um evento cervejeiro em Porto Alegre. É um entusiasta da cerveja artesanal e de mercados públicos. E traz notícias preocupantes sobre o futuro do mercado da sua cidade, Florianópolis – que teve sua primeira parte construída em 1896. Atualmente em reforma, ele está correndo sério risco de descaracterização enquanto patrimônio arquitetônico. A reforma prevê a instalação de lanchonetes de grandes redes, padarias, lojas de roupas, etc., tirando espaço para os produtos típicos de um mercado: peixes, temperos, frutas, grãos ou verduras. “O pessoal da gastronomia ficou triste, a cultura local está ameaçada e a prefeitura está insensível. Florianópolis é uma cidade que recebe gente do mundo inteiro, poderia ser uma grande cidade gastronômica. Espero que isso possa ser revertido, porque ainda dá tempo”, diz.


O Mercado de Florianópolis é menor, não tem toda a exposição e não aparece tanto quanto este de Porto Alegre, ou de outras grandes cidades. A gente até brinca dizendo que tem uma grande peixaria. Lá se vende mais peixes, quase não se encontra temperos e outros produtos. Mas quando eu viajo, gosto de visitar os mercados públicos dos lugares porque acho que são eles que dão a identidade do lugar. Já visitei os de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Minas Gerais, o Ver-o-Peso, do Pará, que é muito bonito. Também conheço os de Montevidéu e Buenos Aires. Os mercados têm grande importância para a gastronomia, porque é onde a gente encontra os artesãos, os produtos mais frescos, que a gente nunca ia imaginar e não se encontra dentro dos grandes supermercados. Para quem gosta de uma comida mais refinada e de pesquisar, acho que é o lugar ideal.


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