Gastronomia: os famosos e deliciosos pratos de inverno do Mercado Público

ESPECIAL, Pratos de Inverno

 

O Mercado Público é famoso por seus bares e restaurantes que, por sua vez, apresentam em seus cardápios desde os mais simples até os mais sofisticados pratos de inverno. Uma boa feijoada, um tradicional mocotó, um risotinho honesto ou o gauchíssimo carreteiro de charque. Em qualquer restaurante do Mercado Público você vai encontrar boas opções. Aqui nesta edição selecionamos alguns dos mais conhecidos

Sopas da Banca 40

Aos 80 anos, a Banca 40 é uma das mais famosas do Mercado Público. Mas engana-se quem pensa que ela só tem sorvetes famosíssimos e sucos. “Ao meio dia servimos sopas de capeletti e de legumes”, conta Madalena Melo Martins, uma das herdeiras da banca. A sopa é servida há 6 anos, mas não se trata de uma sopa comum, rala como as outras. “Tem pessoas que vem aqui e dizem: mas que sopa tão boa é essa? É completamente diferente da de capeletti normal”, conta ela. Vai peito de frango e “alguns segredinhos”. Informa Madalena: “A gente bota mais ingredientes do que a sopa normal, incrementa, não é só aquele caldo. É uma sopa portuguesa, bem diferente, típica da Banca 40 mais consistente.” Tao boa que os fregueses pedem para levar para casa. Já o creme é feito da própria ervilha, cozida, depois triturada. Acompanhando a cumbuquinha do creme de ervilha, pãozinho e um pacotinho de queijo. E, como complemento, Madalena sugere um vinhozinho branco ou tinto, “para alegrar”. Importante: as sopas estão sempre saindo. “Nunca aproveitamos a sopa que sobra do outro dia”, diz ela.A Banca também faz tele-entrega das sopas em potes térmicos. E já que você está na Banca 40, aproveite para saborear os cafés simples, com leite, chocolate quente, capuccino, este muito elogiado pelos clientes. E ainda grande variedade de lanches, torradas, sanduíches e salgados. E, se sobrar espaço, os sorvetes…

Rabada do Gambrinus

Outro restaurante tradicionalíssimo do Mercado Público, com mais de 100 anos, o Gambrinus é conhecido pela qualidade dos seus pratos e pelo seu histórico boêmio. Um deles é a sua conhecida rabada, servidas às quartas e aos sábados. Diz Jorge Alberto Bueno de Oliveira, o conhecido Vovô, garçom há algumas décadas no Gambrinus, que a rabada é famosíssima. “Tem gente que vem aqui só para comer a rabada. É especial, caprichada. Acompanha arroz, polenta e agrião e é muito procurada”. Vovô também avisa aos navegantes que o Gambrinus também tem outros pratos muito solicitados, como a língua ensopada com batata, ervilha e arroz, lombo de porco recheado. Isto sem esquecer o mocotó das quartas e sábados, muito especial que já foi até para os Estados Unidos, São Paulo e Rio de Janeiro, congelado, claro.

Feijoada da Taberna 32

Também não poderia faltar a velha e boa feijoada no Mercado, servida em muitos bares e restaurantes, mas destacamos a da Taberna 32. “No inverno temos a feijoada servida às quartas, sextas e sábados”, informa Claudemiro Adam, proprietário do restaurante. Ele informa que são oferecidas duas opções: individual e para duas pessoas, ambas com porções generosas e acompanhadas de chuleta suína, farofa, laranja, couve refogada e arroz. Se você perder a do meio dia, não se preocupe que à noite o prato também vai à mesa. A feijoada da Taberna 32 já é servida há mais de 10 anos e tem os seus clientes tradicionais. Para os mais ávidos do mais famoso prato brasileiro, a Taberna 32 já começa a serví-lo a partir de março. “No Rio comem feijoada com 40 graus de calor, aqui não tem problema servir em março”, conclui Claudemiro, que aproveita também para falar do mocotó, servidos todos os dias, basta estar frio.

Caldeirada do Mamma Julia

Uns dizem que é espanhola, outros que é portuguesa mas, origens à parte, a caldeirada é divina, especialmente para aqueles que amam frutos do mar. No Mamma Julia, ela foi agregada ao cardápio de uns dois anos para cá, informa Gilberto Esteves, um dos donos. A idéia, diz ele, era ter mais alternativas de pratos de inverno e, por ser um prato diferenciado, para atender aos turistas. Gilberto trouxe a ideia de um restaurante catarinense, já que a caldeirada é um prato tipicamente litorâneo, por usar moluscos, camarão, mexilhão, e outros. A caldeirada do Mamma Júlia leva camarão, mexilhão, polvo, lula, isca de peixe. Acompanha arroz branco e pirão de peixe como opcional. Os temperos: tomate, cebola, pimentão, como base. O restaurante também trabalha com feijoada, mocotó, sopa de capeletti, bobó de camarão. Um detalhe é que no Mamma Julia estes pratos são servidos o ano    inteiro. Inclusive a caldeirada.

Carreteiro de charque da Pastelaria Nova Vida

A casa faz o famoso prato gaúcho há apenas seis anos, mas Rodrigo Tomasel, que assumiu o ponto em 2000, garante que é muito bem feito. “Vai charque de primeira, arroz, acompanhamento com queijinho ralado e temperinho verde. Muita gente também escolhe feijão mexido, com cebola que vai muito bem”, diz ele. Também recomenda uma taçade vinho seco. O carreteiro de  charque é bem procurado na casa, que é uma das poucas que oferece o prato no Mercado. “O pessoal de fora, principalmente, pede muito, dizem “arroz de charque”, não conhecem como carreteiro”, diz Rodrigo. Ele também informa que a casa tentou também fazer o “arroz de china” (com lingüiça), em 2006. “Comida boa, bem temperadinha, mas não teve muita saída”, lamenta. Conta que se interessou em fazer o carreteiro de charque quando os clientes pediram uma, duas vezes. Começamos a fazer dois, três pratos por dia e agora está saindo direto. Com isso o carreteiro foi incluído no nosso cardápio. A Pastelaria também pretende entrar neste inverno com sopa de capeletti e mocotó.

O violento mocotó do Bar Naval

O Naval é um dos bares mais famosos da cidade, com uma infinidade de lendas, causos e histórias de boêmios. E também pelos seus pratos. Um dos mais famosos é o Violento Mocotó, assim denominado por Paulo Naval, o garçom-poeta que está há 51 anos na casa. Quando iniciou no Naval, Paulo começou a compor versos chamando para o Mocotó, que resultou nesta preciosidade: Hoje, teste sua gastrite estomacal / Com o Violento Mocotó aqui do Naval / Se lhe fizer mal, lhe daremos uma assistência ambulatorial / Com uma lavagem estomacal. Felizmente, conta Paulo, ninguém nunca precisou da tal assistência ambulatorial. Ele diz que a receita é “segredo de estado”, mas mesmo assim dá algumas pistas: são mais de 80 litros de água na panela, onde vão cartilagens das patas, tutano, feijão branco, lingüiça defumada, tempero caseiro original, picadinho à faca, pimentinha e paramos por aí, que mais ele não conta. Mas faz questão de dizer que na receita não são usados coalheira e tripa grossa. “Não sobra nada, às duas horas da tarde não tem mais nada”, avisa. Outros pratos famosos do bar são a Terrível Feijoada e o carreteiro  de charque.

 

SERVIÇO

Aqui outros locais onde você pode encontrar estas e outras delícias de inverno. Todas elas de dar água na boca

Altos do Mercado
Bar Chop Bagé: 3219.7071
Bar Chopp 26: 3028.0807
Taberna 32: 3228.1611
Restaurante Marco Zero: 3226.0551
Restaurante Mamma Julia: 3227.3675
Restaurante Telúrico: 3228.3823
Armazém e Restaurante Sayuri: 3226.1158
1 ª Pavimento
Restaurante da Bolsa: 3228.8699
Restaurante Castelo: 3227.4877
Gambrinus: 3226.6914
Bar Café Restaurante Esporte: 3223.7558
Bar Chopp Naval: 3286.3423
Pastelaria Nova Vida: 3212.6990
Lancheria Metrô: 3225.7949 e 3226.4055
Lancheria Luz: 9904.1765
Estação Pastel: 3226.0691 e 3224.8678
Restaurante Rio Douro: 9914.8350
Bar Café Restaurante Esporte: 3223.7558
Bar e Restaurante Gaúcho: 3224.6240 e 3228.6463
Bar Lanches Neves: 9121.6294
Metrô Lanches: 3225.0083
Havana Lanches: 3224.5518
Loureiro & Filhos: 3226.0991
Bar Embaixador: 3212.4323
Bar Lancheria N. S. de Lourdes: 3228.612

 

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