Frequentadores

Frequentadores

Eles são centenas por dia, comprando ou passeando, da cidade, do interior, do Brasil ou de outros países: são os frequentadores que convivem democraticamente no Mercado, com suas diferenças, tendo como ponto em comum a paixão por este grande patrimônio dos gaúchos. Aqui, alguns deles: 

 

Catarina e Amaral Nunes

Cartão-postal da cidade

Ela é taxativa: Porto Alegre não vive sem o Mercado. “O que tu quiser, vai encontrar aqui. E o preço é bem mais acessível do que em qualquer outro lugar”, afirma. Destaca os produtos de alimentação, ervas e “a farmácia natural” que existe no Mercado. Ficou muito triste com o incêndio: “Estava queimando o cartão-postal de Porto Alegre”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

João Gaspar Dutra 

Produtos do interior

“O Mercado está situado numa região que é tradicional, até o pessoal do interior vem muito porque tem uma diversidade de produtos que a gente acredita, tem confiança e preços compatíveis”, dispara ele. Frequentador assíduo, vem em busca de “coisas mais regionais, que não são industrializadas”. Desde quando? “Desde molecão, primeiro com os pais, agora com a família. Espero que o Mercado continue sendo o que ele é, acolhendo todo o tipo de pessoa”, conclui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Paulo Roberto Pereira

“Quem não conhece o Mercado?”

O funcionário público estadual de 51 anos, muitos deles com vivências nos corredores do Mercado, está em Porto Alegre já há 30 anos. Para ele, o Mercado é o local “onde se encontra de tudo”. Compra carnes, pesquisa preços e costuma vir mais aos fins de semana. Espera que depois da restauração o Mercado continue assim, “com o pessoal sempre alegre e atendendo bem”. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marisa Garcia

Circulando horas pelo Mercado

A auxiliar de enfermagem de 54 anos costuma vir todas as semanas. Mesmo trabalhando na Restinga Nova, sai do trabalho e vem ao Mercado. De São Borja, desde que pisou no Mercado pela primeira vez passou a frequentá-lo sempre – chega a passar até duas horas circulando e diz que, mesmo assim, nunca dá tempo de ver tudo. Para ela, o Mercado está cada vez melhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

Nilza Chagas, Kátia Souza e Noemy Silveira

Outros tempos

Nilza, 78, aposentada, Kátia, 45, enfermeira, e Noemy, 80, aposentada, frequentam o Mercado há muitos anos, tendo muitas referências, principalmente as religiosas, que aos poucos vão se perdendo no tempo, infelizmente. Tempos em que as mães as mandavam vir ao Mercado comprar peixe e verdura, a pé ou de bonde, que na época passava em frente ao Mercado. Isso quando as bancas de peixes eram ainda no antigo mercadinho, que ficava no Cais. Acham que a parte espiritual do Mercado está muito pouco valorizada e respeitada atualmente. Noemy, por exemplo, frequenta o Mercado há 72 anos. Querem que a parte superior volte logo, assim como esperam que o Mercado, nessa volta, esteja “bem mais limpo”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Thaís Alves de Santana

Matando as saudades das comidinhas

A dona de casa de 37 anos, há três morando em Porto Alegre, veio do nordeste, Aracaju/SE mais precisamente, e vem ao Mercado para encontrar produtos para matar as saudades das comidinhas da sua terra. Charque, quiabo e tapioca são alguns deles, que ela encontra com facilidade. Acha o Mercado um “espaço muito bom e agradável”, com uma ótima variedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Angelita e Stefany da Costa

Produtos maravilhosos no Mercado

Angelita sempre vem ao Mercado e gosta das bancas, especialmente as gauchescas “com seus produtos maravilhosos”. Gosta dos cafés e ressalta que no Mercado “tem muita coisa que não se encontra nos mercados normais”. Boa conhecedora do lugar, trabalhou numa das suas padarias, mas saiu cinco dias antes do incêndio.

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