Final de ano no Mercado e um feliz 2016 a todos!

Nessa época de final de ano, as visitas ao Mercado ficam mais frequentes. Pelo acréscimo do movimento, acho que todos fazem como eu, esquecem “meio de propósito” de alguma compra para ser obrigado a voltar e garimpar mais algum produto em promoção…

 

BURGOMESTRE, por Sady Homrich

As comemorações de final de ano sempre dão uma extrapolada no orçamento, mas o bom é que tem pra todos os bolsos e gostos. O quilo do peru tá mais barato que o da costela, mas, se não couber no orçamento, lembro uma tradição bem brasileira, a rabanada (pão crocante com leite, ovos e canela), e uma portuguesa, o sarrabulho (iguaria preparada à base de miúdos de frango e porco, bem temperada).

Lá na colônia do Monte Bonito, interior de Pelotas, a estrela da ceia da minha infância era o pato assado, tradição germânica. Mas só depois de passar o pavor do Papai Noel, que chegava quase derrubando a porta com uma ameaçadora varinha de marmelo!

No início dos anos 1970, tivemos um “irmão americano” passando as festas conosco dentro do seu intercâmbio cultural e minha mãe introduziu o hábito do “peru de Natal”, para que o Brian se sentisse um pouco mais em casa. Alguns tios torceram o nariz para o peru, então foi agregado o tender, aquele presunto desossado e, eventualmente, uma dessas aves que inventaram para o final de ano (chester, bruster, etc.) que passou a compor a mesa com salpicão, farofa, arroz à grega, torta fria – ou jacaré, como se fala na fronteira, castanhas, panetone, frutas…

Na sobremesa não pode faltar a torta de nozes da vó Hilda e os fios de ovos da vó Adelaides, re-editados pela tia Ivone. Sim, uma comilança. Mas como diz um amigo nutricionista: “Não devemos nos preocupar tanto com o que comemos e bebemos entre o Natal e o Ano Novo, e sim com nossa alimentação entre o Ano Novo e o Natal”.

Brindávamos com espumante e bebíamos cerveja, de um modo geral. Meu avô guardava uma caixa da cerveja de sua preferência em um galpão escuro para essas datas. A “sua preferência” mudava a cada par de anos. Me lembro da Pérola (de Caxias do Sul), da Serramalte (da Feliz) e da Polar (de Getúlio Vargas) revezando nos copos.

Há alguns poucos anos, chegou por aqui uma tradição europeia, as cervejas de Natal. Os monastérios que têm cervejarias reservavam as melhores matérias-primas para uma receita especial com o intuito de louvar o nascimento de Cristo. Bela desculpa… São muito boas, encorpadas, mais alcoólicas, com maltes caramelizados e bem aromáticas. Mas é claro que são cervejas adequadas ao clima frio do hemisfério Norte nesta época. O calor de final de ano e o cardápio tropical do nosso país pedem cervejas mais leves e refrescantes, mas com sabor.

Voltando ao orçamento destinado às festas, vou sugerir algumas cervejas de valores variados que vão acompanhar bem as diversas versões que os leitores do JM farão em suas ceias! Se cada um levar uma coisa, não vai pe$ar para ninguém.

Lembre que pratos e carnes mais leves pedem cervejas menos encorpadas. Algumas são arrolhadas, como espumante, perfeitas para um brinde. Sem derramar, por favor!
– Até R$10: Sul-Americana Puro Malte Pilsen (RJ) – 5,0% alc., 1 L;
– Até R$25: Baden Baden Christmas Ale (SP) – 5,5% alc., 600 mL;
– Até R$50: Union Belgian Blonde Ale (RS) – 6,7% alc., 750 mL;
– Mais de R$50: Eisenbahn Lust Prestige (SC) – 11,5% alc., 750 mL.
E O PRESENTE???
Tenho certeza que seu amigo secreto vai curtir muito um kit com garrafa e copo da sua cerveja preferida!

 

FELIZ NATAL com um abraço do burgomestre
SADY HOMRICH
Que a fonte nuuuunca seque!!!

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