Férias de inverno no Mercado

Férias de inverno no Mercado

Muitas vezes as pessoas passam com pressa no Mercado para levar suas compras para casa – e perdem o melhor, que é um bom passeio por seus corredores cheios de atrações. E não apenas de ingredientes ou produtos, mas também de muitas novidades, que vão desde feiras, mostras ou lugares para um bom café, uma boa conversa ou um happy hour. Porque o Mercado é uma constante descoberta. Porém, muitos aproveitam as férias de julho, quando os filhos entram em férias escolares, para passeios e compras mais demoradas. O que ver, o que comprar, o que descobrir é o que não falta.

 

 

 

 

 

 

 

Passeio e almoço em família

A administradora Daiane Chibiaque, 25 anos, costuma normalmente frequentar o Mercado, mas diz que nas férias das crianças vem ainda mais. “A gente vem fazer compras nos fins de semana e acaba almoçando aqui, na Temakeria”. Mas antes, as compras, carne e peixe, principalmente. Acha o Mercado um patrimônio importante e também gosta de frequentar as feiras e curtir “vários lugares para tomar um bom café, conversar com os amigos e interagir com o lugar. A garota, Sara Vitória, nove anos, também se diverte bastante.

  

 

 

 

 

 

 

Compras a dois

Os estudantes Jéssica Schutz, 20 anos, e Paulo Ricardo Machado, 21 anos, moram na região metropolitana, ela em Cachoeirinha, ele em Alvorada, mas não dispensam uma vinda ao Mercado para as compras. “Não é sempre, é de vez em quando, para olhar os peixes, comprar alguma coisa, pinhão, comer”, diz ela. O casal só faz compras e nunca sobe no segundo andar. “A gente nem sabe o que tem lá em cima, ficamos aqui mais na parte das compras”, diz Jéssica. Férias? Não, vão deixar para o fim do ano.

 

 

 

 

Um casal em férias permanentes

O casal de aposentados Roberto Souza, 60 anos, e Ana Lúcia Pujol de Souza, 54 anos, visitam o Mercado uma vez por semana, no mínimo. Diz ela: “Eu adoro vir no Mercado, para mim é um passeio. Agora, não vejo como o público mais jovem possa ser atraído, a não ser para comer sushi”. Ana sugere que deveria ter mais opções para atrair o público mais jovem. Enquanto ele procura algum destilado especial na Cachaçaria do Mercado, ela aproveita para comprar peixe, erva, frutas secas. Depois, não dispensam almoçar em algum restaurante do Mercado e comer uma salada de frutas na Banca 40. E arrematar o passeio com um cafezinho, claro.

 

 

 

As irmãs no Mercado

As manas Ana Paula, 26 anos, advogada, e Daiane Schimidt, 29 anos, fisioterapeuta, gostam de passear no Mercado aos sábados de manhã. O que gostam de fazer: comprar frios, frutas, legumes e ir no Seninha (cozinha oriental). Também gostam de trazer parentes que moram em São Paulo, quando estão em Porto Alegre, para comprar erva mate e produtos típicos do sul.

 

 

 

 

 

No Mercado desde criancinha

O engenheiro químico Peter Breno, 51, funcionário da Petrobrás, vem no Mercado desde garotinho, trazido pelo pai para tomar sorvete na Banca 40, de morango com nata. Hábito que ele transmitiu para a filha, que gosta de comer banana split na mesma banca, principalmente nas férias. O casal é freguês assíduo do Empório 38, informa a esposa Maria das Graças, 36 anos, arquiteta, onde compra pães, frios, cereais e vinhos. Outros lugares preferidos são o Gambrinus (para comer bacalhau), Banca do Holandês, Temakeria e o Café do Mercado, “que não tem igual”. Só não frequentam mais o Mercado pela falta de estacionamento.  “Aqui tem muita variedade e o preço é muito bom”, conclui Maria.

 

 

 

Todos os sábados no Mercado

A paranaense Maria Teresa Aranovich, 56 anos, professora aposentada é casada com um gaúcho. E, com ele, vem todos os sábados no Mercado, passando pela maioria das bancas para comprar peixe, carne, frutas secas “e condimentos que a gente precisa para a semana.” Restaurante preferido deles: Sayuri. Sua opinião sobre o Mercado: “Acho muito legal, mas precisava de umas reformas, deixar ele mais iluminado, com calefação, trocar o piso, alguma coisa tem que ser feita neste sentido”.

 

 

 

Uma família atrás do mocotó

Com os quatro filhos, o casal Régis Protich dos Santos, 41 anos, funcionário público, e sua esposa Alessandra, moram na zona sul, razão pela qual não costuma frequentar muito o Mercado. Mas resolveram fazer o passeio para “dar uma atualizada no Mercado”, um programa em família. Gostam do Gambrinus, da Banca 40 e ele também cita o Telúrico e o Sayuri. Ela acha o Mercado um lugar tranquilo para vir com a família: “É seguro e a gente encontra coisas bem diferenciadas. Hoje viemos atrás do mocotó”. Acham também que o principal atrativo do Mercado são os produtos que não se encontram no supermercado, charque, linguiças diferentes. Já as crianças Eduarda, Manoela, Leonardo e Artur gostam de ver o artesanato.

 

 

Sugestões para melhorar o Mercado

Eles são do interior e, quando estão em Porto Alegre não deixam de visitar o Mercado. Pedro Trevisan, 63 anos, representante comercial, é direto: “Tem tudo aqui dentro. Às vezes a gente vem para almoçar, fazer compras”. Ela, Eva Derly, 59 anos, professora, já prefere as sopas de capelete, e aproveita para levar pão, verduras, carnes. E, no sábado, se abastecem de ingredientes para fazer a feijoada. Indicam a Banca 40 para quem quer passear nas férias, e os restaurantes do andar superior. Mas deixam sugestões. Para Derly, o Mercado ficou muito bom depois de restaurado, porém tem que melhorar um pouco o acesso para 2014. E Pedro acha que as escadas rolantes são muito longe uma da outra. “A gente fica perdido aqui”, registra.

 

 

Feira do Gibi e compras

A enfermeira Barbara Cristina de Borba, 41 anos, é moradora do Centro e como é usuária de ônibus, atravessa diariamente o Mercado. Barbara deixa para o fim de semana o passeio, para almoçar e fazer compras, principalmente quando tem Feira do Gibi, que o esposo gosta de frequentar. Além disso, o casal gosta de passar pelas bancas, comprar erva, verduras, tomar café na Casa de Pelotas e ir no Sayuri, sem esquecer a ração dos animais. E vão parando porque “é muita coisa para olhar”. Gostam de levar os parentes do interior para visitar o Mercado e ver as feiras, como a do Brechó.

 

 

Fotos: Letícia Garcia

  

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