Feira de Camden Lock em Londres

Da Trafalgar Square, perto de vários museus, uma linha de ônibus de modo rápido nos leva aos mercados de Camden Lock.

MERCADOS DO MUNDO, por Felipe Daiello

O deslocamento é mais turístico do que usar o tradicional tube, o metrô de Londres. Uma visão do uso comercial dos canais ingleses, da sua importância no transporte de mercadorias, precede a inspeção das lojas e do comércio das ruas de Camden.

A propaganda chama a atenção: em frente às lojas, nas sacadas e tetos, em tamanho gigante, o carro-chefe da loja aparece com destaque. Sapatos, bolsas, tênis, roupas, calças, em tamanho Guliver, ocupam todo o espaço disponível. O chamariz facilita a pesquisa — se estamos à procura de tênis, já sabemos onde entrar.

Nas transversais e nas calçadas, o espaço é tomado por ambulantes. A maioria não é inglesa e oferta artigos de baixo preço e procedência e qualidade duvidosas. Com marcas de grife ou símbolos conhecidos, os jeans, as roupas esportivas, os acessórios para qualquer atividade esportiva, as camisetas estampadas sempre atraem compradores ingênuos ou descuidados.

Recordações da cidade de Londres e dos seus monumentos aparecem em copos de vidro, no metal e na porcelana barata: Big Ben, London Bridge, Westminster, Tower of London e Trafalgar Square.

Caminhando em direção às comportas de Camden, local mais simpático, com jardins, patos na grama, bancos para descanso, onde restaurantes oferecem comidas indianas, paquistanesas, chinesas, da Grécia, da Turquia, do México e das ilhas do Caribe, encontramos refeições baratas e a possibilidade de testar sabores distintos e ardência variada nas pimentas empregadas. Cuidado na escolha!

O local promete: outro tipo de comércio se apresenta. Barraquinhas bem organizadas e limpas apresentam artesanato de melhor qualidade. Velas coloridas, algumas perfumadas, cerâmicas e cristais estão ao lado de mochilas, bolsas, carteiras executadas conforme recomenda a tradição da tecelagem inglesa.

Os motivos das estampas, das figuras tecidas em cores brilhantes, lembram os cavalos, a caça às raposas, as corridas pelos campos, os saltos da equitação, as cenas rurais de uma Inglaterra de nobres e de rainhas. “Não são feitos na China”, garante o vendedor, para justificar o seu preço e a qualidade.

Por sinal, a perfeição e a qualidade do tecido e a beleza das cores resultaram na compra de duas unidades. Foi a melhor aquisição do dia. Mas nada de cartão de crédito: ali, só a dinheiro contado para obter o desconto solicitado.

No dia seguinte, estávamos de volta, não apenas para conhecer a Feira dos Stables e passear pelo Regent’s Canal, mas para comprar mais duas bolsas com desenhos de caçadas com cavalos. O preço realmente era uma pechincha, quase um negócio da China. E Torre de Londres.

Fotos: Felipe Daiello

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