Feira de Antiguidades

Feira de Antiguidades Arte: cinema, música e literatura em recorte em MDF     

     A Feira de Antiguidades chegou para ficar no Mercado. Ela se alterna com outras feiras que acontecem no térreo do MP. Nesta última edição chamou a atenção um singular trabalho feito pelo artista plástico Edgar Rizzi, 42 anos, com uma inusitada técnica de recorte em MDF, trazendo imagens cinematográficas e literárias. 

     James Dean, Chet Baker, Chaplin, Bukowski, Elvis Presley, Beatles e outros ícones das culturas cinematográfica, musical e literária se sobressaíam bem no centro da mostra dos produtos da Feira. As figuras, baseadas em imagens clássicas e consagradas, são criações de Edgar que usa o que ele chama de recorte em MDF (Medium-den¬sity fiber¬board), um processo de pintura que é o mesmo de uma tela, só que tendo como o MDF suporte. Diz ele: “O que eu faço para expor tem a ver com cinema e música, até já fiz por encomenda outros temas, mas não os meus preferidos”. Ele sempre desenhou, mas com esta técnica somente há quatro anos. “Eu comecei a fazer timidamente uns recortes de desenho animado que eu gostava e aí o trabalho foi evoluindo para essa história do cinema e da música. De lá para cá, já fiz exposição no Brique da Redenção, no Caminho dos Antiquá¬rios”, conta.  O nível do trabalho despertou curiosidade e admiração. Tanto que em abril deste ano expôs suas obras na Livraria Cultura, seguindo depois para a Faculdade Católica de Medicina, para Assembléia Legis¬lativa, até chegar no Mercado. Em agosto ela estará no shopping Rua da Praia.       

     Sobrevivendo da arte 

    O tempo para fazer um destes trabalhos vai de dois a três dias. Em alguns casos, como Os Sete Samurais, mais complexo, levou uma semana para aprontar. Os valores variam dependendo da complexidade dos quadros. Assim os preços vão de R$ 160,00 até R$ 840,00. “O valor é em função do tamanho, do recorte de cada peça e da pintura, aí que eu vou atribuindo valor”, explica o artista. Em relação à sobrevivência de um artista plástico, Edgar acredita que tudo é um processo, um caminho. Além do recorte em MDF, ele também faz logo¬mar¬cas para lojas, letreiros, geralmente usando a madeira. “O pessoal acha legal esse trabalho, mas gostaria de fazer outra coisa, e eu faço. Eu vivo desse meu trabalho há quatro anos, tem um mês melhor, em outros nem tanto”, conclui ele. 

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