Fazer cerveja é uma arte

ART CERVEJA

Fazer cerveja é uma arte

 Eles eram amigos de bar, mais precisamente o antigo bar do João. Começaram em apartamento e atualmente estão em uma casa, onde se reúnem principalmente nos fins de semana para produzir a cerveja.

    Acreditam no “nicho” de mercado, mas detectam muitos egos inflados no meio, poucos solidários, principalmente com os que estão começando. “A gente pensa em crescer, claro, mas sempre mantendo a qualidade”. Hoje a tiragem está numa média de 160 a 200 litros mês.

            Michele Loeffler, 28 anos, designer gráfica é bem clara: “Não é o que quero para minha vida (ser designer), me divirto muito mais com cerveja. Na cervejaria todo mundo gosta de trabalhar e faz tudo em conjunto”. Já Eduardo Botelho, turismólogo, o que fica mais integralmente na empresa, é responsável pela venda e produção. “Começou mais comigo, eu tinha um professor de marketing e vi que a cerveja estava muito inserida no marketing turístico”, diz ele. Além dos dois, Roger Ampázio, químico industrial, especializado na análise de vinhos, João Marcos Rosado Ribeiro que trabalha com educação infantil há 18 anos e Marcio Lima, físico que trabalha na Polícia Rodoviária Federal e apontado como o “olho clínico” do grupo. Não demorou muito para perceberem que podiam se juntar, já que cada um tinha um tipo de afinidade e partir para fazer cerveja caseira. “Há um ano a gente começou a maturar a idéia de montar uma cervejaria. Falamos: é agora ou nunca”, diz Michele. E o grupo trabalha “por música”: todos atuam na produção, em todos os processos, esterilização, limpeza dos equipamentos.

   Higiene e cuidados com a sustentabilidade

     Ela brinca, se dizendo “bebum” de carteirinha e com cerveja no DNA, sempre com sede de cerveja, desde pequena. O nome, ART, quem deu foi a mãe de Eduardo. Primeiro, não acharam muito interessante. Mas depois chegaram a um consenso que todo mundo tem arte. “Eu danço, outros fazem artes marciais, vão a shows. E quando se faz uma cerveja artesanal, tu estás expressando uma arte”, diz Michele. E o resultado desta arte é uma cerveja muito equilibrada, por isto o símbolo do Arlequino – um equilibrista. E, frisam, que mais do que marketing, é uma questão de sentimento. Estão atentos à sustentabilidade na produção.

(BEBA COM MODERAÇÃO)

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