Trabalhadores do Mercado, a exposição

Exposição no Memorial do Mercado

“Na Labuta: Histórias e Memórias dos Trabalhadores do Mercado Público de Porto Alegre”, será uma exposição de longa duração, indo até abril do próximo ano, como informa a diretora do Memorial do Mercado, Simone Derosso.

Desde maio o Memorial do Mercado Público está expondo uma mostra que resgata e registra a trajetória dos trabalhadores do Mercado Público com suas peculiaridades típicas. A mostra contempla o período entre o final do século XIX e os dias atuais. Luis Felk, do Memorial, diz que a idéia era realizar uma pesquisa em cima do trabalho no Mercado, e para coordená-la foi convidado o professor Benito Bisso Schmidt, da UFRGS. O conteúdo da pesquisa, que durou um ano, serviu como base dos materiais para a exposição. Felk informa também que as fontes foram muitas, entre elad literatura, jornal, processos, entre outros.
  Diz Simone de tal, Coordenadora do Memorial: “Na verdade a gente partiu do tema e a partir disto, das discussões, buscando-se elementos, fotos, materiais que subsidiassem e dessem uma cara para a exposição, definindo-se os personagens, que trabalharam em diferentes épocas, procurando abranger quanto mais possível a história do trabalho no Mercado”

Um rico e farto material

Dados novos? “Essa pesquisa abriu várias frentes, ela é generalista em relação ao trabalho no Mercado ao longo da história, ela não foca, são perguntas, mas a questão do abastecimento aparece como o tema dominante”, prossegue Simone. Informa também que durante a pesquisa descobriu-se, por exemplo, que muitos produtos (a produção dos colonos) vinham de lugares distantes, como São Sebastião do Caí, Caxias do Sul, pelo rio. Basicamente a exposição mostra os trabalhadores do Mercado em ação, desde os tempos mais remotos do velho centro de abastecimento da cidade. Nos balcões, nas peixarias, nas bancas, nos bares e restaurantes. Lá estão eles com suas características que só o Mercado possui, trabalhando com venda a granel, papel de embrulho, barbante, sacas com milho, feijão, arroz, rolos de charques, lingüiças penduradas, etc, num clima muito bem captado pela arquiteta Ediolanda Leidke, responsável pela concepção artística da mostra, com caixas de verduras e frutas estilizadas e banners onde se narra a história dos trabalhadores.

A exposição também inclui o vídeo-documentário Mercado Público de Porto Alegre: uma família de trabalhadores, dirigido por Felipe Henrique Gavioli.

 

 

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