Experimentando ou revivendo

Experimentando ou revivendo

O Mercado Público é a referência de Porto Alegre, que abraça tanto seus clientes assíduos como seus visitantes de primeira viagem com o mesmo entusiasmo e receptividade. O que eles acham disso? Sentem-se parte da cidade, mesmo pertencendo a lugares diferentes.

 

Grabrielle Esteves

Sentada em uma das mesinhas do Japesca, concentrada no celular, com jeito despreocupado aguardando o almoço, Gabrielle conta que está no Mercado por eventualidade, devido à rotina corrida não tem muito tempo ultimamente.

A moça tímida tem 19 anos, estuda na PUC e mora em Viamão. Sempre que vai ao centro da cidade gosta de ir até o Mercado pela boa comida e pelas bancas de produtos naturais, mas lamenta que mora longe e por esse motivo não pode ir mais vezes.

“O Mercado tem uma superimportância histórica e turística, é um ponto que todo mundo que vem para Porto Alegre deveria visitar”, define.

 

  

 

Vanessa Peres

A moça que carrega uma mala vermelha tem um olhar atento e curioso. Não do tipo que procura alguma coisa, mas do tipo que descobre e até se intriga com o que vê ao redor.

Vanessa Peres é uma carioca de 34 anos que está visitando o Mercado Público de Porto Alegre pela primeira vez. Ela é estudante de biblioteconomia da UCS, em Caxias do Sul, e atua como tesoureira em Pinheiral, cidade onde mora. De dois em dois meses vem ao estado para fazer provas do curso à distância e hospeda-se sempre em Porto Alegre, geralmente próximo à rodoviária. Porém, graças a uma promoção de um hotel que fica no centro, dessa vez ela pôde conhecer melhor o Mercado.

Diz que vai voltar para casa com ótimas impressões do lugar: “Gostei muito, parece que é bem limpo, com bastante higiene, as frutas são sempre frescas e com bastante variedade, o atendimento nas bancas e lanchonetes também é muito bom”.

Na rotina de vindas ao estado há um ano e meio, a descoberta do Mercado Público agradou muito Vanessa e, segundo ela, pretende voltar mais vezes nesses três anos que restam para concluir o curso. Críticas? Ela tem uma, sim: “A maneira que os gaúchos falam e se expressam é muito diferente da nossa, no Rio. Então, os atendentes poderiam ter um pouco mais de paciência com os turistas, explicar melhor os serviços e produtos para quem não é daqui”, conclui.

 

 

Marino José Tedesco

Apreciando um grande copo de cerveja, sentado muito à vontade na mesa do Restaurante e Choperia Essencial, o senhor de sorriso simpático conta que vai ao Mercado Público pelo menos uma vez na semana, “é sagrado”. Marino José é um catarinense de 74 anos que está em Porto Alegre desde 1958. “Conheço o Mercado desde essa época”.

O que atrai o engenheiro agrônomo até o lugar é o ambiente acolhedor, mas amplo, onde não se sente “trancado por quatro paredes”. Também gosta de fazer compras de produtos que não encontra facilmente em outros lugares. “Agora que estou aposentado, moro em Itapuã, e lá não encontro essas coisas mais sofisticadas que só o Mercado oferece. Então aproveito essa vinda semanal para o centro e sempre passo por aqui”.

O que Marino mais consome no Mercado são os temperos, queijos e vinhos. Aprecia muito as bancas de peixe e produtos coloniais também. Quando está com os filhos, gosta de levá-los na sorveteria da Banca 40, onde tem muitas variedades e preços razoáveis, segundo ele. Por usar o transporte público, elogia a conexão do mercado com o Trensurb e com as barcas que o levam até Guaíba e zona sul.

“Aqui é um lugar para você chegar, sentar e comer alguma coisa, às vezes encontra-se amigos, é realmente muito agradável. Além de tudo, é uma referência de Porto Alegre, um lugar que podemos recomendar para os visitantes de fora, um ponto turístico muito importante”, diz.

 

 Fotos: Vanessa Souza 

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