Estudo elétrico do segundo piso é aprovado

Projeto enviado pela Ascomepc e recomendado pela prefeitura prevê a adaptação elétrica do segundo andar. A sua execução, no entanto, está em aberto.

 

O terceiro estudo de adaptação elétrica do segundo piso, enviado para a análise da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) no final de julho, teve, em agosto, uma resposta positiva. O estudo foi enviado pela Associação de Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), com recomendação da prefeitura de Porto Alegre.

Denis Carvalho, coordenador de Próprios Municipais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), que administra o Mercado, informa que o projeto é um híbrido dos dois primeiros que haviam sido negados, e já prevê as entradas para uma nova subestação no futuro, o que permitiria a reabertura do segundo piso com segurança elétrica.

“Todo mundo está ciente de que precisa ter uma subestação, o que não temos no momento é o recurso para isso. Então tentamos achar uma medida para que possamos fazer um projeto geral, executado em etapas”, diz.

O estudo prevê apenas a adaptação da elétrica para que as bancas possam funcionar no segundo piso, e não a nova subestação, que tem um custo extremamente alto — cerca de R$ 5 milhões. A instalação de uma nova subestação depende da verba federal do PAC Cidades Históricas, que aguarda a liberação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Associação enviou este projeto de adaptação pensando em acelerar a reabertura do segundo piso.

“Existe a possibilidade de a Associação fazer essa adaptação elétrica, só que, para isso, nós precisamos que o Ministério Público convoque o município e nós façamos novamente um acordo com a prefeitura”, explica Adriana Kauer, presidente da Ascomepc. “Até porque o valor não é baixo — nós estamos falando, mais uma vez, de custos bastante relevantes para os mercadeiros, na base de financiamentos individuais.”

Essa questão, no entanto, não está definida, tendo em vista que está em andamento o estudo para uma parceria público-privada (PPP), segundo a qual a prefeitura daria a uma concessionária a gestão privada do prédio. Sem garantias quanto ao seu próprio futuro, os mercadeiros ponderam se assumirão este novo investimento no prédio, ainda sem uma resposta final.

 

Medição

A prefeitura está fazendo uma medição do consumo de carga elétrica do Mercado, para conhecer a realidade do atual painel elétrico. Conforme diz Denis, a medição tem caráter informativo e de segurança.

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