Está na mesa: alimentação saudável e qualidade de vida

Está na mesa: alimentação saudável e qualidade de vida

 

Uma verdadeira cruzada nacional pela alimentação saudável vem sendo realizada ultimamente. Recentemente a cidade foi palco da Semana da Alimentação, em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), com várias ações no estado. Algumas delas aconteceram no Mercado Público, pela sua  natureza de abastecimento e concentração de uma alta e variadíssima gama de alimentos. Lá o Conselho Regional de Nutricionistas, com apoio das universidades com faculdades de Nutricionismo e seus alunos, realizou um trabalho de orientação e valorização dos alimentos da nossa terra.

 

O Mercado tem tudo o que os nutricionistas recomendam para uma alimentação saudável: frutas, legumes, peixes, temperos, grãos. Ivete Dornelles, presidente do Conselho Regional de Nutricionistas, que esteve no Mercado fazendo um trabalho de divulgação e orientação “em prol da segurança alimentar”, considerou um sucesso a experiência. “O pessoal se interessa, quer informações”, diz ela. Segundo dados da nutricionista, também é preciso conscientizar sobre a questão da fome no mundo. Hoje são dois bilhões de pessoas que passam fome no planeta e no Rio Grande do Sul existem dois milhões de pessoas em estado de nutrição não-ideal. Ela está esperançosa com o fato de que a partir de agora a agricultura familiar irá fornecer alimentos para a rede pública escolar. Além de uma alimentação mais natural e orgânica, isso também vai incentivar os pequenos produtores, desenvolvendo a economia local e criando uma cadeia produtiva que leve alimentos mais saudáveis para os alunos.  “Feijão e arroz, por exemplo, estamos divulgando bastante porque tem uma combinação protéica muito rica. Peixe, nós como gaúchos e nutricionistas, temos obrigação de divulgar. E o Mercado Público é o lugar ideal para isso”, afirma.

Ivete também aponta os temperos como fundamentais na alimentação. Manjericão, sálvia, alecrim e outros. “Muitas vezes as pessoas buscam os temperos industrializados, que tem muito sal, causam hirpertensão, assim como os produtos que contem muito açúcar”, informa. Também as leguminosas e grãos, arroz integral e alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, são algumas recomendações de Ivete. O importante, para ela, é o melhor acesso e a qualidade dos alimentos, vitais para combater patologias como obesidade, osteoporose, diabetes, hipertensão, entre outras doenças. “Existem enfermidades, e tem pesquisas que comprovam isto, como o câncer, que são frutos de uma alimentação convencional, industrializada, com muitos produtos químicos ou com muito óleo, gordura saturada”, informa. Incentivando que o Mercado tenha ainda mais espaços para produtos orgânicos, Ivete ressalta que ele é o lugar perfeito para encontrar bons e saudáveis alimentos, ideais para uma alimentação mais segura.

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