Esdras Rubin: “O Mercado é o coração da cidade”

“O Mercado é o coração da cidade”

Esdras Rubin

     Esdras Rubin, mais que talento e um profissional competente em várias áreas, é uma pessoa que todos gostam e respeitam pelo seu carisma e ternura que expressa nas suas relações humanas. Foi vereador e secretário de turismo de Gramado por duas vezes e esteve à frente do Festival de Cinema de Gramado durante 14 anos – um patrimônio, como ele mesmo diz. Este capixaba morava no Rio de Janeiro antes de adotar o Rio Grande do Sul, onde está há mais de 30 anos, como sua nova terra. Recentemente Esdras assumiu a Coordenação de programação da Cine-mateca Paulo Amorin, da Casa de Cultura Mario Quin-tana. Também trabalhou na organização da Conferência  Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, realizada na PUC em fevereiro. Aqui o privilégio de ler o seu depoimento sobre o nosso Mercado.

     “O meu pai foi político muito tempo e dizia assim: meu filho, se você quer conhecer uma cidade, vá ao mercado central. E na campanha, converse com os taxistas. Então, taí: a cultura de uma cidade se assimila a partir de uma visita ao mercado. Isso vale para o mercado de Belém do Pará, vale para Buenos Aires, vale para o grande mercado de São Paulo, para Santiago do Chile e para Porto Alegre. É um belíssimo prédio preservado e hoje com serviços fundamentais para o dia-a-dia do cidadão. Tem o Projeto Monu-menta, o Serviço de Atenção ao Turista, o Telecentro, e é o centro capital. Tem os pescados, as carnes, as ervas, as frutas. E outra coisa: preços acessíveis. Eu sou usuário, sim. A riqueza, as etnias que compõem o Rio Grande do Sul são espelhadas no Mercado – os hábitos, os produtos. A qualidade da produção agrícola gaúcha é reconhecida e isto está no Mercado, com todas as opções para os novos hábitos de alimentação. Tem as especiarias, uma cachaçaria, a Banca 38 dos vinhos, a Banca 40, da salada de frutas, do sorvete, as várias bancas de alimentos orgânicos, sem defensivos. Talvez, fosse bom um restaurante mais pra noite, mas aí também já entra mais na questão do centro. Quanto ao turismo junto à rede hoteleira, acho que hoje o Serviço de Atenção ao Turista no Mercado já é um ganho, é mais um referência. O Mercado é ponto no city tour, até pela localização, a linha turismo passa no Mercado. Ele tem uma vida, anima. Agora, acho que poderia ter mais bares da noite, música, eu sei que o Paulinho Pinheiro e o Jorginho do Trumpete estiveram lá, tocando ali em cima. Mas vamos retomar, já falei com o Secretário Idenir Cecchin, que é meu amigo. Acho que é uma boa oportunizar que volte a ter bares que fique mais para a noite. Outra coisa, ali tem os terminais dos ônibus, tudo isto aproxima o Mercado da cidade.”

COMENTÁRIOS