Do Leitor

Do Leitor

 

Sou fascinada, apaixonada pelo Mercado. Todos os dias, quando venho de Sapucaia do Sul para trabalhar em Porto Alegre, vou em direção à Borges de Medeiros e atravesso o Mercado, que sempre me encanta, me surpreende. Adoro o cheiro de ervas – o de peixe não muito, mas faz parte e já me acostumei. Às vezes olho as pessoas que lá trabalham e ficam na frente das bancas oferecendo seus produtos e que, de vez em quando, param para brincar uns com os outros e fazer uma piadinha. A cachaçaria, o café, os restaurantes do segundo piso – nossa, tudo é muito interessante!

Adorei aquele banner que foi colocado bem no meio. Às vezes eu fico parada no centro do Mercado, e dali a gente consegue ver todo ele. Ficar lá em cima, então, olhando para baixo, observando as pessoas, é muito legal também. Nossa, tem de tudo um pouco. A vida passa por ali – desde o mendigo implorando umas moedas ao executivo comprando queijos e iguarias exóticas. Pena que as paredes de fora do mercado estão muito sujas.

Hoje, quando passei pelo Mercado, fiquei com um olhar mais atencioso e crítico (porque sempre olho com olhar romântico) quanto a sua estrutura. O que me preocupa é o piso. Estes dias vi uma senhorinha que quase caiu. O chão é escuro e as pessoas idosas não enxergam os desníveis. Estou falando como uma total leiga sobre o funcionamento administrativo do Mercado Público. Mas os comerciantes que estão ali não pagam um tipo de condomínio? Se pagam, quem recebe? Sei que para algumas coisas existe muita burocracia, mas o Mercado Público é responsabilidade da Prefeitura? Sou uma simples admiradora do Mercado, mas se eu puder fazer alguma coisa…!

COMENTÁRIOS