Dia dos Pais

Dias dos Pais 

“Meu pai meu maior exemplo, meu herói”

 

     Como é muito comum nas famílias que trabalham no Mercado, Renata Alcântra Rosa, 18 anos, freqüenta o mercado desde pequena. “Desde uns quatro anos já vinha, ficava bisbilhotando. Depois, com uns 14 anos, eu vinha para entregar pacotes, ficar cuidando da banca e agora que fiz 18 anos, venho mais seguido”, diz ela. Hoje a função dela é administrativa, embora às vezes auxilie no caixa também. Ela diz que  tinha medo que o trabalho fosse bem mais estressante, mas que na realidade é bem tranqüilo. “A¬cho que é bem legal, acaba tendo mais contato, mais convívio, aprendo com a experiência dele também, do meu avô. É bem interessante”, diz ela.

Na relação do dia a dia, segundo Renata a relação é bem profissional, embora às vezes “acabe ficando um ambiente familiar”. Vê, porém no seu pai, o seu maior exemplo. “Minha inspiração é completamente nele. Claro, que com minha mãe também, mas meu pai é uma pessoa muito determinada, é sensacional. E tu pode contar com ele para o que precisar, eu amo muito ele”, diz. Renata lembra que o seu pai abandonou a faculdade de arquitetura para ajudar o seu avô, uma escolha bem difícil. Um processo semelhante ao que ela está passando, dividida entre a banca e a faculdade de direito que está cursando. Todo este amor ela pretende demonstrar com uma surpresa que está preparando para o dia dos pais. 

“O pai mais trabalhador e inteligente do mundo”

“Quando eu era pequeno, praticamente não via o pai. Via aos domingos de tarde, pois ele trabalhava de domingo a domingo. E eu sempre tive meu pai como um cara extremamente trabalhador. Teve uma época em que eu achava o pai o ser mais trabalhador e inteligente do mundo”, conta Sérgio Lourenço Araújo Rosa. Dessas ficaram os melhores exemplos, principalmente a formação, ou como diz Sérgio, “o exemplo, que vale mais que um milhão de palavras”.  Entusiasmado, o filho cita Albert Einstein: “Ele dizia que 90% é trabalho, é suor, e só 10% é inspiração e baseado nisso, vendo ritmo de trabalho, principalmente do meu pai, senti que meu destino seria aqui no Mercado mesmo”. O trabalho prosseguiu, com a visão e modelo paterno. Nas palavras de Sérgio, “a gente vai absorvendo e botando no liqui¬difi¬cador para fazer um caldo, extraindo o que é realmente importante”. Ele chegou no Mercado no momento em que o incansável pai já estava começando a parar de trabalhar. “A¬chei que era necessário, via que ele não tinha condições de ficar tocando sozinho, em função da quantidade de trabalho que tinha aqui”, revela.  Sérgio chegou a cursar arquitetura, mas pela natureza do trabalho mudou para administração, “unindo o útil ao agradável”. E ainda fez ciências contá¬beis. Sentimentos em relação ao pai? “É de admiração e agradecimento por tudo que ele me passou. Ele sempre falou: seja honesto e trabalhador que um dia você vai chegar em algum lugar. Essa imagem que eu tenho dele, um cara que nunca quis passar ninguém para trás”. Para o dia dos pais, Sérgio diz que o importante é um abraço, um aperto de mão, embora sempre tenha que ter um presentinho, claro.  E manda o seu recado para o pai, Renato Jardim: “Obrigado por tudo que me mostrou, a diferença entre o certo e o errado. Um grande obrigado!”

 “Tudo o que eu almejo na minha vida, vejo em meu pai”

     Quando era pequena, nas férias Kelly Schutz Sauer costumava ir para a banca do seu pai Ademir Sauer. “Eu adorava, ficando andando pra lá e pra cá, atendendo no caixa, botando preço, empacotando. Claro, dormia no meio da manhã, mas ficava bem contente e bem faceira”, conta ela. Atualmente esta realidade está bem mudada. Com 19 anos, ela está estudando na área da saúde e só acompanha a vida da banca no Mercado pelas conversas do pai em casa. “A família está sempre a par do que acontece na banca, nas decisões que o pai tem que tomar”, diz. Sobre ele, Kelly tem opiniões bem clara. “Ele é muito sério naquilo que faz, convicto e muito cen¬trado, quando acredita numa coisa vai até o fim, é um pouco de teimosia, mas geralmente funciona”, avalia. Enfim, uma pessoa séria e pacífica, como ela resume. A admiração e o amor são incondicionais: “O pai acima de tudo é meu exemplo e meu herói. Não aparenta, mas é muito, muito carinhoso. Chega em casa e o que ele mais quer é um abraço, um beijo”. Kelly diz que quando pequena achava estranho porque Ademir saía de noite e voltava de noite. Ela se perguntava qual o sentido de trabalhar tanto. “Hoje eu entendo que ele fez isso para nos dar uma vida boa, para mim e minha mãe. Mas acho a rotina dele muito puxada, mas que tem o seu retorno. E ele gosta realmente do que ela faz”, diz. No dia dos pais a receita para Kelly é ficar em casa, tomando um bom chimarrão e fazendo um bom churrasco. Para o dia diz que ainda não tem nada em mente, mas que pretende fazer uma surpresa. A devotada filha conclui seu depoimento de uma forma muito amorosa: “Amo ele muito, muito, vai ser sempre o meu herói, tudo o que eu almejo pra minha vida eu vejo nele. Desejo que continue sendo esse homem maravilhoso que ele é, como pai, marido, empresário, tendo sucesso tanto na vida profissional como na vida familiar com a gente”. 

 

 

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