Descubra no Mercado Público

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Café ecológico no Mercado

 

Ainda é pouco procurado, mas é uma novidade que a cada dia ganha mais adeptos: o café ecológico, vendido no Café do Mercado. O que vem a ser este café, afinal? “Bom o termo orgânico é largamente usado, mas o certo é café ecológico. Orgânico é tudo que vem da terra”, diz o barista Wagner Gomes, uma espécie de “faz tudo” do Café do Mercado, onde está há cinco anos. Ele explica: “O café vem do sul de Minas, é plantado sem fertilizantes e sem agrotóxicos, é um café especial, certificado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais.”  Wagner também informa que o café tem um sabor cítrico, mas com uma acidez boa, lembrando o gosto do mel e com uma doçura natural. O paladar é mais encorpado, típico dos cafés do Cerrado e do Sul de Minas.

Outro diferencial é que trata-se de um café rastreável. Ou seja, ele vem com um número de série que indica a procedência e controle de qualidade emitido pela ABCE. O que faz dele um café de alto nível, além de mais saudável. O mesmo café já é vendido no local há 12 anos, em versão natural, porém com “torra” própria para café expresso. O café ecológico, pelas suas características, é produzido em menor escala e sua aparência não é das mais exuberantes, como todos os produtos ecológicos. Mas em pureza não tem comparação.

 

Azeite de oliva orgânico, gotas preciosas

 

Trabalhando há oito anos com especiarias, Robson Franzen, gerente da Banca 38, é um bom conhecedor de azeites de oliva, inclusive orgânico. Da Grécia vem duas espécies, produzidas pela mesma empresa que produz duas espécies: o azeite de oliva tradicional e o orgânico. As diferenças? “O azeite normal tem 0,8% de acidez e o orgânico, 0,5%, mais leve e encorpado, com valor calórico mais baixo. Os gregos exercem um controle rigoroso, com certificação”, explica. Mas o curioso, segundo ele, é que em alguns casos a gordura saturada pode ser mais alta. Já os azeites chilenos do gênero, apresentam acidez mais baixa que o grego, até 0,2%. “Talvez em função do clima”, diz Robson. Um bom azeite de oliva precisa de solo fraco, dizem os especialistas. E de regiões montanhosas, para produzir uma azeitona de mais qualidade. O resultado é que a procura de azeites de oliva também, ainda é baixa e a produção artesanal é limitada.

 

Vinho orgânico, um brinde à saúde!

 

A procura ainda é pouca, como a maioria dos produtos desta natureza, mas o vinho orgânico aos poucos vai chegando à mesa dos apreciadores da bebida. Marlene C. Mineiro, do Empório 38, explica que o vinho é feito com uvas de mesa Isabel e Bordeaux, mais resistentes às pragas e que por isto não precisam de agrotóxicos. “A elaboração é a mais natural possível, levando o mínimo de conservantes. E possui uma tampa de cera para não oxidar”, diz. O cultivo também é feito com adubo natural, sem químicos. O resultado é um vinho com menor teor alcoólico e um paladar mais leve, frutado “onde se sente bastante o gostinho da uva”, como ela diz.

Marlene também explica que são poucas opções ainda em vinho orgânico. Além da vinícola Aurora, ela disponibiliza o vinho Tarapacá, chileno feito com uvas varietais, nobres, cabernet sauvignon e cabernet franc, cultivadas em solo e clima que dispensam o uso de químicos. Porém, frisa ela, ainda é, infelizmente uma minoria que procura este tipo de vinho – geralmente pessoas mais preocupadas com as questões ambientais. “Mas temos clientes que vão direto na prateleira, pegar duas ou três garrafas”, conta.  Marlene encerra dizendo que em relação aos vinhos brancos não é possível este tipo de produção, porque exigiria uso de açúcar, conservantes e clarificantes. E que, para produzir em larga escala seria praticamente inviável para as indústrias. Além de naturais, saudáveis e saborosos, os vinhos orgânicos oferecidos pela Banca 38 também são certificados e os preços ficam na média dos demais.

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