Descobrindo e reconstruindo

Quem frequenta o Mercado Público sabe muito bem dos problemas e melhorias que devem ser feitas. Por ser um lugar que desperta tanta empatia, as pessoas querem vê-lo cada vez melhor. Para elas e para os outros.

 

Marcos Alves Andrades

Na imersão do mundo virtual, Marcos mal vê o que se passa ao redor pelos corredores do Mercado Público. Organizado, preparou até uma lista de compras para não esquecer nada.

O porto-alegrense de 28 anos faz administração e trabalha na faculdade onde estuda: a Ulbra Canoas. Costuma frequentar o lugar pelo menos cinco vezes no mês. Sempre em busca de uma alimentação equilibrada, em sua lista não faltam produtos orgânicos e naturais, além de suplementos alimentares.

Ele diz que o que mais lhe atrai no Mercado é o ambiente acolhedor, onde se sente à vontade e faz suas compras com tranquilidade. “Além disso, tem muitos produtos diferentes aqui, que não encontramos fácil em qualquer lugar. Esse é um grande diferencial”, diz.

Mas Marcos tem uma crítica relevante a fazer sobre o prédio: “Infelizmente o lugar peca muito na acessibilidade. O prédio não é adequado para receber cadeirantes e, tendo em vista que é um ponto turístico, isso deveria melhorar muito”, finaliza.

 

Lilian Nunes

Entre sorrisos e conversas, Lilian chama a atenção de quem passa pela Banca 40. Fala, na verdade, com uma moça que acabou de conhecer. Ela produz bolsas e tem uma loja virtual, elegeu o Mercado Público como um dos pontos de encontro com as clientes.

A maranhense de 38 anos mora em Estância Velha há sete. Lá, além do seu negócio virtual, atua como auxiliar administrativa. Vem à capital toda a semana e sempre passa no Mercado, seja para entregar uma bolsa, ou para fazer compras e aproveitar os restaurantes.

Dos lugares que não pode deixar de passar, cita a Banca 40 onde sempre passa para tomar um suco, e as macrobióticas, já que é fã de comida natural. “Eu também acho o prédio do Mercado lindo. Então, para mim, vale muito à pena visitar, ver as pessoas, essa grande variedade de produtos.”

Mas Lilian, por ser vegetariana, diz que sente muita falta de um restaurante que atenda esse público. “A única coisa que falta para que esse lugar fique completo para mim é um espaço de alimentação natural. Agora mesmo estava conversando com minha amiga, que hoje eu penei para encontrar um lugar para almoçar. Acho que seria interessante ter um lugar assim, ainda mais por ser um lugar que recebe tantos turistas.”

 

Estefani Fiúza

Quem está com Lilian, igualmente animada e sorridente, é a Estefani. Ela comprou uma bolsa e veio hoje buscar o produto. Natural da capital, vem seguidamente ao Mercado e geralmente passa pela Banca 40 e Temakeria Japesca para fazer suas refeições.

Inclusive, ela e uma amiga criaram um ritual de ir todo início e final de mês ao Mercado comer sushi, prato preferido das moças. “Inclusive mês passado acabamos não vindo porque ela saiu de férias, preciso marcar o almoço desse mês com ela!”

Ela diz que vem ao Mercado sempre acompanhada e que adora passear pelas lojas, ver o artesanato das feiras, adora levar a filha na banca Stanivet para ver os peixinhos no aquário, e acha o caixa eletrônico do Banrisul, onde é possível fazer depósitos, uma grande ajuda no seu dia a dia.

“Aqui é um lugar bastante familiar, então eu adoro vir passear por aqui. Espero que as obras de restauração fiquem prontas logo para o Mercado ficar ainda melhor.”

Mas Estefani lamenta pelo incêndio, desde a infância frequenta o lugar e carrega um carinho muito grande pelas lembranças que ele traz. “Antes eu vinha direto aqui também pela carteirinha escolar, depois que me formei a frequência diminuiu. A única questão que eu acho que deveria melhorar é a dos banheiros”, explica.

 

Fotos: Vanessa Souza

COMENTÁRIOS