Renato Borghetti: “Me sinto em casa”

Depoimento Ilustre

Renato Borghetti: “Me sinto em casa”

O gaiteiro Borghettinho, com uma trajetória de 30 anos na música instrumental, regional e gaúcha, é um porto-alegrense frequentador do bom e velho Mercado Público. Levando o som da gaita para todos os cantos do mundo, já teve chances de conhecer diferentes mercados e não esconde o encanto que eles provocam, pois vê neles reflexos da cultura e sociedade locais. Num início de tarde, Borghetti, chegando para almoçar no Gambrinus, conversou com nossa reportagem.

“Venho ao Mercado, com certeza, menos do que gostaria. Eu acho um programa, principalmente para a família, aos sábados ao meio-dia – e a gente encontra muitos amigos. Mas aos fins de semana quase sempre eu estou tocando, então agora eu venho nas folguinhas, como hoje. Tenho que comprar algumas coisas, vou ser o cozinheiro da turma hoje, fazer uma paella, então vim comprar alguns frutos do mar e aproveitei para visitar o Gambrinus – sempre que eu venho, passo aqui, e às vezes venho especificamente ao restaurante. Além de frutos do mar, vou comprar alguma especiariazinha, porque a paella tem esses detalhes”.

 

Um termômetro da cidade

“Acho o Mercado bárbaro. Acho que todos os mercados mostram mais ou menos o que acontece culturalmente e socialmente na cidade, e vale para tudo: organização, limpeza, se está funcionando ou não, e se tira um termômetro de como é a cidade. Isso é legal, e o Mercado de Porto Alegre, como os outros, tem esta característica: a pessoa que visita já sabe mais ou menos como é a população, o povo, só ao visitar. Ao mesmo tempo, para a gente que mora aqui: eu sou porto-alegrense e me sinto em casa.

Já visitei um bocado de mercados, como os da Europa. É a primeira coisa que visito nas cidades, sempre. O de Viena é maravilhoso – a gente vai duas ou três vezes por ano, e quase sempre lá é um ponto de encontro. Comer um sanduíche de mortadela no Mercado Público de São Paulo também é uma beleza. Gosto de saber o que está acontecendo nos mercados das cidades”.

 

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