De volta ao Mercado

De volta ao Mercado

O segundo piso é aqui

 

Sete bancas do segundo pavimento atingidas pelo incêndio de julho de 2013 estão de volta ao Mercado, em local provisório no térreo. Depois de mais de oito meses de espera, os restaurantes Bar 26, Mamma Julia, Sayuri, Taberna 32 e Telúrico, a sorveteria Beijo Frio e a doceria Casa de Pelotas puderam abrir suas portas em estruturas construídas no Espaço de Eventos, quadrante 4. Fomos conversar com cada uma das bancas e saber como foi o tempo de espera, como está sendo o retorno e que novidades trazem aos frequentadores.

 

O caminho até a volta

 

Durante os meses em que estiveram fechadas, as bancas mantiveram-se em movimento para retornar ao Mercado de forma provisória, enquanto aguardam a restauração do segundo piso. Relembre com a gente como foi esta volta.

 

Ideias para o retorno

 

Como o processo de restauração do segundo piso foi previsto para oito meses após o início da obra, as sete bancas que tiveram seus espaços consumidos pelo incêndio logo resolveram procurar alternativas para voltar ao trabalho. Formaram uma comissão, que teve à frente Francisco Nunes, do restaurante Sayuri, e contou com o apoio da Ascomepc. A proposta de erguer estruturas provisórias no Espaço de Eventos foi trabalhada por Teófilo Meditsch, arquiteto que esteve na reforma do Mercado dos anos 90. Com o projeto no papel, reuniões com a prefeitura foram realizadas para discutir sua viabilidade. A aprovação foi anunciada em outubro, na comemoração de 144 anos do Mercado Público, mas a liberação pelas secretarias da prefeitura levou mais algum tempo. Apenas em novembro as obras puderam iniciar, com execução do engenheiro Régis Pegoraro.

 

Construção a toda

 

Com um investimento de mais de R$ 200 mil, bancado pelos próprios permissionários, foram erguidas cozinhas individuais para os restaurantes, balcões e áreas para a sorveteria e a doceria, cada estrutura com cerca de 20 m². As obras seguiram em ritmo intenso. Para que o Espaço de Eventos pudesse ser ocupado pelos permissionários, foi feito um acordo com as feiras que periodicamente ocupavam o local. Elas estão funcionando desde o início das obras em outros pontos do Mercado, como próximo à escada rolante, também de forma provisória.

 

Meses de vistoria

 

Em dezembro, toda a estrutura estava concluída. Os meses seguintes foram de espera pelas vistorias e adequações necessárias à reabertura – vistorias do Corpo de Bombeiros e das secretarias da prefeitura, de Indústria e Comércio (Smic), Obras e Viação (Smov) e de Saúde (SMS) foram realizadas na última semana de março, dando o aval para funcionamento. Na mesma semana aconteceu a reabertura.

 

A esperada reabertura

 

A abertura dos estabelecimentos aconteceu dia 27 de março. Para atender aos clientes, um espaço comum de mesas, com mais de 200 lugares, nove circuladores de ar e cerca de 50 mercadeiros com um sorriso no rosto, comemorando o retorno. No dia da abertura, o coordenador de próprios da Smic, Antonio Lorenzi, informou que a prefeitura vai reduzir em 50% o valor da permissão de uso aos mercadeiros que estão no local provisório, como forma de contribuição pelos meses em que estiveram fechados e pelo investimento na área.

 

No aguardo da restauração

 

O prazo oficial de oito meses da restauração do segundo piso encerra em outubro. “Quando estiver pronta a restauração, eles terão até 90 dias para organizar o novo espaço e se mudarem”, ressalva Lorenzi. Os recursos para as obras são do PAC Cidades Históricas, do governo federal. Do valor de R$ 19,5 milhões, R$ 6,5 milhões já foram liberados, e o repasse de parte desse valor já foi efetuado. A empresa Arquium, que trabalha nesta etapa da restauração, foi escolhida em processo especial por já ter trabalhado na reforma dos anos 90 e possuir o histórico do prédio – tudo para acelerar a recuperação das estruturas de alvenaria e do telhado, uma área de 1,275 m², e devolver o Mercado o mais rápido possível à população e aos mercadeiros.

 

Foto: Greice Campos

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