Correndo em busca de sonhos

Esporte

 Correndo em busca de sonhos

 

Celso Luiz Feiteiro começou sua história de maratonista em 1979, aos 34 anos. Desde lá não parou mais de correr. O começo foi por acaso: ele fazia judô na academia e depois ia treinar na pista da Redenção, para pegar resistência. “Lá conheci um senhor que era preparador físico do Grêmio e do Inter. Ele viu que eu tinha bastante velocidade e resistência e perguntou se eu não queria fazer parte da equipe dele”.  Hoje, aos 54 anos, o atendente da Peixaria Japesca, 10 anos de Mercado, quatro filhos, segue à risca os treinamentos de um maratonista.

 

O preparador não havia se enganado com o novo talento: um mês depois já era o vencedor da Rústica de Canoas. Mas, a primeira grande prova foi em 1983, a Maratona de Porto Alegre, onde o desafio era “correr até a aonde aguentasse”, como lhe recomendou o técnico. Na verdade, era um teste. Naquela época, a prova não chegava a ter 200 corredores para vencer os seus 42 km. “No km 6 eu já estava liderando. No 30, já comecei a sentir”, recorda ele. Resumindo, mesmo com pouca experiência foi o décimo colocado na Maratona. Hoje, perdeu as contas de quantas participou em Curitiba, Florianópolis, Blumenau e até a de Nova Iorque, em 1986. Também já esteve na Argentina e Uruguai, além de ter disputado mais de vinte vezes a São Silvestre, umas das mais famosas no Brasil. Outra que faz questão de citar é a Maratona Rio Grande, onde sempre chega em os cinco primeiros colocados. Na sua faixa etária, 50 anos, sempre entre os 10 na sua categoria, na maioria das provas.

 

Treinamento diário e persistência

 

O nosso atleta cuida bem do corpo e treina diariamente. Começa às cinco e meia da manhã e no horário do meio dia, faz um treino de 10 km. Esforçado, estuda à noite, estando no primeiro ano de contabilidade. E quando não tem aula, lá está ele aproveitando o tempo: vai até a sua casa correndo, percorrendo 22 km.  “O dia que não treino, parece que me sinto preso, a rua é a liberdade”, define. Além de tudo, diz, a corrida tira o stress do dia a dia. E o importante é estar preparado, seja para provas curtas, como a São Silvestre, de 15 km, ou para mais longas, como a de Rio Grande, de 50 km. “Faço isto para incentivar outras pessoas a treinar, correr, fazer academia, qualquer coisa. É bom para a saúde”. Apoio dos amigos e da família ele tem, o que falta mesmo é um patrocínio. E nem precisaria muito, afirma: pagando as inscrições das provas, que são caras, ou investindo em materiais, como um bom par de tênis, já está valendo. Por enquanto, com o apoio da Japesca, ele vai vencendo os desafios.

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