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Conheça as Bancas do Mercado

Peixaria Collar

À frente da Banca Collar, Alfredo B. Signoretti, 40 anos de Mercado, com seus quatro funcionários naquela que ele considera a banca número um do Mercado, sempre trabalhou com peixe, costume de pai para filho. Os seus também seguem a tradição. Alfredo veio guri, com 13, 14 anos, junto com o seu pai, no tempo das bancas de pedra. Ele diz que atualmente o que mais sai é filé de pescada. Cação, atualmente está proibido, o que obriga a banca a trabalhar com outras espécies, como filé e postas de anchovas. Os peixes de água doces atualmente estão na desova, mas depois virão muita piava, traíra, pintado, bagre, lagostim. Na Semana Santa o movimento é bom, diz ele. “Se vende bem, precisa ter é mercadoria, porque sai bastante”. Acha que a campanha que o governo federal faz vem ajudando bastante a aumentar o consumo de peixe. “Cada vez que acontece uma (campanha) a gente nota uma diferença bem significativa. Também neste caso ele acha que é preciso quantidade e qualidade.” Ele também aponta como benefício da campanha a baixa dos preços, porque a oferta é muito grande, o que é bom para o consumidor, segundo ele, que vai pagar preços mais baixos. Ele diz que os preços são bem menores do que nos supermercado, por exemplo. Só para se ter uma idéia da diferença ele informa que peixe que é vendido a R$ 8,00 reais no Mercado Público, nos supermercados chega até a R$ 13,00. A Collar apresenta alguns diferenciais. Um deles é dar um temperinho e um cartãozinho junto ao peixe para que o consumidor identifique a banca onde comprou o peixe, o que faz com que muita gente volte e ainda traga mais fregueses.

SERVIÇO
A Banca não trabalha com cartão de crédito – F. 3226.8663

 

Padaria e Confeitaria Copacabana

Ela é a sucessão da antiga Padaria Fátima e do Café Soberano, que se fundiram e resultaram na atual Padaria Copacabana. Com a reforma de 96 ela perdeu 30% do seu espaço, deixando de ser uma das maiores padarias do centro. Antes ela ocupava até a esquina do Largo Glenio Peres com a Praça Parobé. A Padaria Copacabana já está na terceira geração, hoje sob o comando de Francisco Sousa, Leandro Sousa e Pedro Soares. Eles receberam o comando de Angelo Bessa, Manoel Augusto de Sousa e Diamantino Fernandes, que foram os mentores da modernização da Copa­cabana. Diamantino lembra que na época dele a Copacabana ficava aberta 24 horas porque o Mercado tinha muita vida noturna. Diz ele: “O Mercado era um pólo de atração, o pessoal da noite vinha todo para cá, para o Treviso e o Graxaim. As boates eram todas aqui na Siqueira Campos. Vinham jantar, às vezes às quatro horas da manhã.” Hoje mudou tudo, diz ele, principalmente por causa da segurança. Para ele o Mercado está também está mais elitizado, não tem mais a antiga proximidade com os clientes. Biju, Mateus, Haiti, Santa Helena são algumas das grandes padarias lembradas pelos velhos guerreiros que também afirmam que os pães também mudaram muito, lembrando, ainda, que antes se vendia muito pão de 1 e 1/4 kg. Contam que o cacetinho era mais para as lancherias. Dessa época lembram o pão comum (farinha mista) e pão semolina (farinha clara), duas estrelas da época em que havia mais variedade. Hoje a Copacabana tem uma linha de confeitaria, cucas, doces e uma lancheria onde servem lanches, sucos, doces. E, claro, pães, muitos pães.

SERVIÇO
Cartão de Crédito: Visa e Ban­ricompras – F. 3221.7350
Ljs. 131, 133, 135 e 137

 

Stanvet – Pró-Aquários Lj. 75 Interno

Quem nunca parou para ver os peixinhos nos aquários do Mercado? Paulo Roberto Niada e Juliana Breier assumiram o espaço há 4 anos, que estava “meio estagnado”, segundo eles. Assumiram e incrementaram o lugar. De lá para cá a loja cresceu muito, embora não haja mais espaço físico para se expandir. Diz Juliana que a loja cresceu muito, desde que chegou lá. “A gente fez um acordo, e assumimos a parte do aquário. A demanda é muito grande, muita gente vem conhecer, tem fórum de bate papo na internet e muita gente vem por causa disso”, afirma. Peixes, aquários, rações, medicamentos, equipamentos, bombas, enfeites, plantas, peixes ornamentais são as coisas que o público mais procura. Para os atuais administradores a questão da limpeza do Mercado “é bem complicada”. Eles dizem que alguns clientes reclamam, outros até deixam de ir por causa dela. A proposta deles era ampliar a loja, mas o espaço disponível, do lado, acabou sendo ocupado para depósito de lixo. Juliana também explica que o público é misto, desde aquele que só quer um peixinho de aquário até os que procuram coisas mais raras, como arraia e, acreditem, piranha. De qualquer forma peixinho no aquário sempre chama muito atenção, principalmente de quem passa na rua, o que acaba levando todos os públicos possíveis, concluem.

SERVIÇO
Cartão de Crédito: Banrisul, Visa e Master
F. 30225828

 

Banca Central

Anunciato de Lorenzo, um italiano buona gente, está no Mercado Público desde 1967 e conta que antes da grande reforma do Mercado, a banca ficava exatamente no meio do Mercado (onde está o Bará) e vendia, principalmente, carne suína. Depois da reforma, o vão central ficou livre e a banca recuou um pouco, ficando numa das posições “âncoras” do centro do Mercado. A Central é uma super fiambreria, que comercializa queijos, salames, (coloniais), queijo ralado, bacalhau, azeitonas, mostardas e, como bons italianos, nhoque, ravioli, e capeletti. Os irmãos Lorenzo – Anunciato, Biaggio e Tomas vieram da Itália e antes da Banca Central, trabalharam no Mercado com açougue. Anunciato conta que no tempo que a Banca ficava no centro os religiosos jogavam moedas debaixo da bancas, “que a gurizada pegava”. Também conta que nesta época um “moreno” que trabalhava como pedreiro no Mercado um dia achou debaixo da banca, em obras, com a picareta, uma caixa preta de ferro lacrada. Disse que fosse o que fosse ia “rachar” com os Lorenzo, imaginando ter achando um tesouro. Mas era só uma caixa vazia, sem tesouro e nenhum sinal do Bará que, reza a lenda está enterrado no centro do Mercado. Anunciato acha que hoje o Mercado está mais bonito, mas que antes era mais aconchegante e que se via as pessoas mais de perto, “no olho”.

SERVIÇO
Banca 54
F. 3221.7364
Cartão de Crédito: Visa, Mastercard e Banrisul

 

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