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Conheça as Bancas do Mercado

Bar, Restaurante Havana

José Antonio Pires da Silva, 40 anos de Mercado, 20 dos quais no Restaurante Havana, onde é proprietário, explica que o nome do restaurante é por causa da cor dos azulejos, sem nada a ver com Cuba. É, diz ele, uma casa tradicional pelo tempo que tem de serviços e pelos fregueses, a maioria aposentados.Serve almoço, chope, bolinho de bacalhau, filé de peixe, bife de fígado acebolado e é praticamente o único que tem mocotó o ano inteiro. Ele calcula que a casa já exista há uns 70 anos. O antigo proprietário era Alcino Loureiro, mas não sabe quem veio antes. O convívio com o entorno? “São ciclos, às vezes é bom, outras vezes fica muito complicado.” Não teme a saída dos camelôs, que poderia afetar o movimento do Mercado. Acha que isso só ocorreria com a falta de ônibus. Segurança? Na sua opinião a do Mercado não é das melhores, nem das piores, mas acha que ela deveria ser feita tanto no interior como no lado externo, assim também como a limpeza. Também se pergunta o por quê de alguns restaurantes ficarem com as portas dos fundos abertas e outros terem que fechar, depois das 19h30. Já passou por alguns sufocos: a primeira festa da Rádio Farroupilha, no Largo Glenio Peres, com quase 100 mil pessoas, o comício das Diretas Já e brigas de Gre-Nal. José Antonio, que trabalha com mais 7 funcionários, acha que o Mercado hoje está mais difícil para se trabalhar do que há 15 anos. “O custo operacional é muito alto, mas se leva “, conclui.

SERVIÇO
F 3211.3800
O Bar Bagé não aceita cartão de crédito

 

Banca de Revistas e Livros Usados do Júlio

Quem entra pelo portão do quadrante do Largo Glenio Peres logo se depara com a banca de revistas e livros usados de Júlio Cesar Ferreira, que já está no Mercado há 30 anos. “Meu pai já tinha uma banca na Praça XV, depois comprou um estabelecimento na Praça Parobé”. Julio chegou depois da reforma sempre trabalhando mesmo ramo e no mesmo espaço. O público é variado, diz ele. Vai da classe A a C. A banca trabalha com livros novos e usados. Vendo bastante literatura e gibis. Tem muito colecionador, informa. Por isto está sempre renovando o estoque. “É um processo rotativo, as pessoas lêem e trocam. Aqui eu troco, compro e vendo duas (revistas) por uma. Acha que o público jovem está aparecendo bastante, “parece que estão descobrindo o mercado agora. Tem muita gente antiga, mas a cada dia que passa diminui”, diz. Também acha que o que falta é divulgação do Mercado e promoções para chamar mais a atenção. Pensa que a limpeza pode melhorar um pouco mais, mas lembra que o Mercado ainda está em reforma. Está muito satisfeito com o seu ponto: “É ótimo, o pessoal procura muito a minha banca para informações turísticas.” Para ele quem faz a história da banca é o próprio dono. E ele, assegura, continua com a mesma maneira de trabalhar, de tratar o público. “Para mim o que faz a banca aparecer é o atendimento.”

SERVIÇO
F 3211.3800
O Bar Bagé não aceita cartão de crédito

 

Bar Bagé

Espaço histórico, o bar começou em 1966, próximo ao atual Bar Naval. Celso M. Lemos, o seu Bagé, dono, tem uma longa história no Mercado, sendo um dos seus principais protagonistas. Trabalhou muitos anos na Banca D, uma pastelaria, mais precisamente 12 anos, como empregado. Como indenização acabou ficando como sócio. Depois disso, “deu um bocado” de volta. Através de uma parceria abriu uma nova banca, a Banca L, onde ele mesmo cuidava e tinha muita freguesia. Ficava na frente do Naval e vinha até a porta do Gambrinus. Tinha também muito movimento e a freguesia era, principalmente, de famílias. “Com o incêndio, não parei de trabalhar”, conta ele. Depois da reforma, concluída em 1996, o bar subiu para o 2º andar. Aliás, com a reforma ele passou um período de dificuldades, chegando até a pensar em mudar de ramo, como muitos permis­sionários. Atualmente a banca serve café da manhã e almoço. Em outras épocas, a banca começava as suas atividades às 6 horas da manhã. Ele mesmo fazia bolo, rosquinhas, pastéis, sonhos e tem boas lembranças do porto, de onde vinham os seus principais clientes. “Era uma força para o Mercado”, relembra. Serve a tradicional carne de panela, o Prato Feito e à la carte, onde pode vir filé de peixe, picanha e filé à parmeggiana. Além do café da manhã e almoço, a casa também tem happy-hour, com cerveja , chope e petiscos.

SERVIÇO
F 3211.3800
O Bar Bagé não aceita cartão de crédito

 

Café do Mercado

O Café quando começou, literalmente abriu mercado: não havia nenhuma tradição da venda de café moído na hora (a principal tendência de mercado na época) e na frente ficava os chamados “tomateiros”, que vendiam verduras. Rolava tomates pelo chão, o local era considerado o pior lugar do Mercado e a banca é a que possui a menor área. E para completar o secretário da SMIC da época não queria nem ouvir falar em máquina de café expresso. “Começamos do zero, em 1997, vendendo café moído na hora. Brigamos para colocar uma máquina de Café Expresso, porque a SMIC não entendia a sinergia entre café e moído e expresso”, conta o proprietário Clóvis Athaus Jr. Segundo ele, depois de seis meses, foi um sucesso total, muito bom para os próprios mer­cadeiros, que passaram a conviver ali. Diz que a Associação do Mercado se uniu ali e que sempre tinha uma degustação livre para os clientes. Até que Clóvis recebeu uma “cartinha” do secretário. Era tirar a máquina ou fechar a banca. “Repercutiu na imprensa, clientes fizeram abaixo-assinado, demiti 2 pessoas, era o café expresso que fazia vender o grão. Aí mudou o secretário, entrou uma pessoa bem mais coerente, com mais visão, que regularizou todas as permissões de uso e o café foi reconhecido como permissionário e foi liberado o café expresso. Na época tínhamos 1 funcionário, hoje são quase 30”, diz ele. Em 1999 veio a segunda cafeteria no centro, na Travessa Acylino de Carvalho, onde havia um projeto fracassado de rua 24 horas. Em 2001, o empresário passou a ­torrefação própria, com um sistema sofisticadíssimo produzindo café de alta qualidade, com blend. Ele conta que o café expresso fez com que as pessoas passassem a se interessar por café. Em julho desde ano ele abriu mais um Café do Mercado, próximo onde hoje está instalado o SAT de Turismo.

Banca F – Quadra II
F. 32242890
Loja 103 – Progresso
F: 30292490