Conheça as Bancas do Mercado

A cada edição do Jornal do Mercado estará apresentando as bancas do Mercado Público e um pouco das suas histórias, assim como os seus produtos e serviços oferecidos. Confira as desta edição.

 

 

AGROPECUÁRIA – LOJA 69

O proprietário da banca é Dalci Salomi, de família com tradição no Mercado Público. Ela está em operação há 20 anos, aproximadamente. Comercializa, basicamente, ração, sementes, a­ces­sórios para cães e outros animais. O público? “Tem de tudo”, informa Cezar Augusto, gerente da banca: “Tem público pra ração, pra acessório, tem aquele que vem buscar sementes, mudas de hortaliças, temperos, de ervas.” As bancas de agropecuária, em tempos anteriores, funcionavam na parte interna do Mercado. Com a grande reforma dos anos 90, passaram para a parte externa, com espaço reduzido e sem poder comercializar animais. Cezar Augusto, está no Mercado há 15 anos, trabalhando sempre na área de agropecuária. Diz que o público vem de todos os lugares. “Tem gente do centro, mas a maioria vem dos bairros.” Acredita que o diferencial da banca é o atendimento e como a maioria dos que trabalham no Mercado, aponta a falta de estacionamento como um dos seus maiores problemas.
Serviço
Cartão de Crédito: Mastercard, Visa, Hipercard, Banricompras
Serviço de Tele-entrega: (51) 32247175

 

 

COMERCIAL MARTINI – LOJA 11

Adriana Kauer freqüenta o Mercado desde os 17 anos, quando assumiu a responsabilidade na banca ao lado do seu pai, Tércio Ka­uer, que vendia sapatos da marca Mar­tini, nome que acabou ficando. Tércio também foi o primeiro a colocar sacolas, embalagens e sacos plásticos no Mercado, abastecendo as bancas. Um dia surgiu a oportunidade de ter a sua banca – uma fruteira, que não era bem o negócio dele. Naquele tempo a Prefeitura não permitia nenhuma banca que não vendesse alimentos. Então ele comprou um freezer e começou a vender picolé. O sucesso foi tanto que teve que instalar um fábrica, que funcionava 24 horas, nos fundos de onde hoje é a Comercial Martini. Diz Adriana, já com 19 anos de atividades na Comercial Martini, que se formavam filas de picolezeiros para comprar picolé. A fabriqueta ficou pequena e o pioneiro Tércio precisava de um lugar maior. Comprou o Treviso, que tinha fechado. Lá instalou a “Sorveteria Martini, o Frescão do Centro”, o que gerou uma grande polêmica, principalmente com os ex-freqüentadores do Treviso, então um templo da boemia gaúcha. No inverno, porém, baixava o movimento. Aí Tércio, uma pessoa visionária como diz Adriana, começou a vender pó de sorvete em pacotinho. Aí Adriana entrou em ação, transformando as receitas profissionais em receitas caseiras. “A Martini foi a primeira loja do Brasil a vender pós para sorvete caseiro”, diz ela. Hoje a banca vende uma ampla linha de descartáveis, sacos de papel, copos, talheres e mais o “feito em casa”: chocolate, sabonetes, bolos, tortas. Os descartáveis vão desde pequenas quantidades até os clientes que compram em grandes volumes. Como diz Adriana: “Tem variedade em cada produto, uma linha bem diver­sificada.” Para ela um dos diferenciais da banca é que todos os funcionários sabem exatamente o que estão vendendo, orientando os clientes. Adriana conclui dizendo que sempre tem preços bons e que ainda neste ano terá garrafas plásticas.
Serviço
Cartão de Crédito: Visa, Mastercard e Banrisul
Serviço de tele-entrega (cobrado): F (51) 3226.3878 – 3226.0523 – das 7h30 às 19h30
www.comercialmartini.com.br

 

BANCA 26 e 27

Ademir Sau­er, o proprietário, diz que o diferencial da sua banca, a 26, é ter o maior número de ítens de produtos do Mercado. “Acho que nenhuma outra banca pos­sui esta quantidade de produtos”, diz ele. Realmente a variedade é grande. Basta ficar alguns minutos no seu interior para constatar: charque, doces em compota, nozes, castanhas, passas, frutas cristalizadas, amêndoas, tâmaras, ameixas, farinhas, aveia, chocolate em pó, granulado, em barras, cangica, arroz de várias espécies, feijão, charque, lingüiça, óleos, temperos, azeites, bacalhau, e outras delícias que fazem a festa em qualquer mesa. Além disso, tem a fiambreria. A banca, uma das mais movimentadas do Mercado, sempre operou no mesmo lugar e no mesmo ramo, ou seja, de especialidades. Atende todos os públicos, desde os que buscam produtos mais simples, como feijão, arroz, bacalhau, como também os produtos mais sofisticados. “A gente tem a permissão de uso desde 1981”, informa Ademir. Para ele o gerenciamento do Mercado deveria estar a cargo da Associação dos Permissionários, porque isto daria mais agilidade na sua manutenção.
Serviço
Cartão de Crédito: Credicard, Visa, Mastercard, Banrisul, Dinners Club, American Express

 

 

AÇOUGUE SANTA CRUZ

O português Manoel Gomes No­vo, natural da região da Póvoa do Varzim, veio para o Brasil em 1957. Passou por São Paulo e Rio de Janeiro, mas fixou residência em Porto Alegre, onde tinha parentes. Trabalhou no comércio, em um estabelecimento na frente da antiga Carris e no Bar e Restaurante Santa Cruz, em 1962. Tinha um sócio, que também era dono de uma loja que ficava exatamente ao lado da sua. As duas acabaram concorrendo entre si e então, como diz Manoel, “resolvemos individualizar as casas”. Em 1966 o antigo bar passou a funcionar como açougue, sob o comando de Manoel, enquanto seu sócio ficou com o restaurante. O açougue, hoje com 41 anos de atividades, tinha um giro comercial maior, diz ele.
A parceria foi desfeita em 1977. Lembra Manoel que os tempos eram difíceis. Sofreu concorrência com o açougue da Frigosul, que tinha um preço melhor em função de ser também um matadouro.
Logo que abriu o açougue, deu certo. Com a saída do Frigosul “a coisa ficou um pouco melhor”, d
iz ele. O seu açougue hoje comercializa todos os tipos de carne de gado, carne de porco, lingüiças e, eventualmente, ovelha. Também trabalha com alimento para cães (pés e cabeças de galinha, ração moída). Sobre o açougue ele diz: “é uma casinha pequena, mas é uma casinha tranqüila.”
Serviço
Cartões de Crédito: não aceita –
Tele-entrega nas proximidades do Mercado Público
F (51) 3227.1600

 

 

 

 

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