Compras na Jamaica, Mercados de Montego Bay

Compras na Jamaica, Mercados de Montego Bay

 

Segunda cidade da Jamaica em importância e população, destino de turistas, Montego Bay apresenta características distintas para quem sai dos hotéis de luxo e dos resortes exclusivos.

 

Com salário base de US$ 3 (dólares americanos) por dia, dependentes da indústria  do turismo, a população prefere vender o que coleta, o que pesca e cultiva em pequenas bancas ao longo das esquinas e das ruas.

No entorno do Mercado Central, minúsculas bancas, tabuleiros, poucos artigos. Lá estão os vendedores. As mulheres, roupas simples, coloridas, predominam.

Frutas, hortaliças, inhames, quinquilharias para o dia a dia ocupam as calçadas e as nossas fotos. Doces, guloseimas, comidas e temperos estão na banca em frente.

Aqui, apesar de ilegal, o consumo da marijuana  é tolerado ─ todos usam. Até as crianças ─ rindo, entre as canções que não parava de entoar, o nosso guia e protetor explicava. As sementes são usadas na culinária, fornecem tempero para o peixe, para o frango. Substituem o sal em alguns pratos, no arroz. “Até na confecção de bolos, de pães elas são utilizadas. Não há como prescindir do produto. É tradição local”, ele continuava, ansioso. O local não era adequado para turistas, temia a abordagem de jovens em busca de dinheiro fácil.

Apesar da curiosidade, não houve oportunidade para experimentar a típica comida local.  Talvez, por isso, todos estão sempre alegres, sempre cantando no ritmo típico da Jamaica. Nossa conclusão: “Be Happy”.

Curiosidades: os pequenos armazéns não oferecem muitas alternativas para o consumidor. Produtos alimentícios importados, enlatados de baixo custo e proteínas processadas são as ofertas. Carne industrializada do Brasil, tipo “corned-beef”, com alto teor de gordura, no valor de US$ 3 a unidade.

A realidade é bem diferente quando abandonamos os refúgios para turistas, os restaurantes e as danceterias, os campos de golfe que ocupam a orla do Mar do Caribe.

“A noite fica interessante na Gloucester Avenue”, nosso guarda-costas, entre os reggaes de Bob Marley, não parava de sorrir enquanto sugeria outros roteiros. No meio de prédios multicoloridos, a Alameda das Prostitutas, como é conhecida por aqui, é local para quem procura bons restaurantes e alegria. Mas é preciso cautela, muita cautela.

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