Começa a restauração

Começa a restauração

 

Quase cinco meses após o incêndio que atingiu o prédio histórico, começam as obras de restauração. A liberação de R$ 6,5 milhões corresponde à primeira parte dos recursos assegurados pelo Governo Federal e será destinada ao restauro da alvenaria e do telhado.

 

     A liberação da parcela inicial dos recursos de R$ 19,5 milhões asseguradas pelo Governo Federal pelo PAC Cidades Históricas para início das obras estruturais de restauração foi assinada entre Prefeitura de Porto Alegre e Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e anunciada dia 25 de novembro, em ato que marcou a data. A liberação permitiu a imediata contratação da empresa Arquium, escolhida em processo especial por já ter trabalhado na reforma dos anos 90 e possuir o histórico do prédio – tudo para acelerar sua recuperação.

Nesta primeira etapa serão restaurados a alvenaria e o telhado, numa área de 1.275 m² que foi diretamente atingida pelo incêndio de julho. O telhado de madeira será substituído por estruturas metálicas, e as obras também incluem troca de portas e revestimento de paredes. Dia 2 de dezembro a empresa já começou a intervenção, com a instalação de tapumes, abertura de portas e limpeza de alguns espaços. “O patrimônio federal, pelo que sei, nunca aprovou um projeto tão rápido e definiu o montante de recursos”, comemora Briane Bicca, coordenadora do Programa Monumenta. “É um esforço conjunto, tanto do município quanto da área federal e com os permissionários, e que só vai dar certo se for conjunto”. O Mercado foi a primeira obra liberada do PAC Cidades Históricas no Rio Grande do Sul. A reforma pode levar de 10 meses a um ano para ser concluída.

 

Segunda etapa

 

     A etapa seguinte à restauração do segundo piso vai dar conta da infraestrutura e da qualificação do prédio histórico: questões como acessibilidade, drenagem, sistema de gás central, nova subestação de energia e equipamentos contra incêndio (como uma caixa d’água de 15 mil litros) serão revisadas ou instaladas. A intenção é que essas obras aconteçam em paralelo à restauração, mas, por dependerem de licitação, podem levar mais tempo. “O compromisso da nossa equipe é entregar um Mercado mais qualificado do que era antes do incêndio”, reafirma o vice-prefeito Sebastião Melo, responsável pelo grupo de trabalho da prefeitura para o Mercado. O Mercado Público segue com suas bancas abertas durante este período das obras.

 

Espaço provisório

 

     As obras no Espaço de Eventos para a instalação provisória das bancas atingidas pelo incêndio de julho seguem em ritmo acelerado. Estão sendo erguidas cozinhas individuais para os restaurantes Mamma Julia, Sayuri, Taberna 32, Telúrico e Bar Atlântico e áreas para a Casa de Pelotas e a sorveteria Beijo Frio, além de um espaço comum de mesas. A instalação da estrutura, em estágio adiantado, deve ser concluída ainda em dezembro, e o espaço deve ser liberado para o funcionamento dessas bancas. O projeto da instalação é do arquiteto Teófilo Meditsch, com execução do engenheiro Régis Pegoraro.

As bancas do segundo piso não atingidas diretamente pelo incêndio seguem sem poder funcionar, no aguardo do restabelecimento de energia, que depende da liberação da Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV) para contratação da empresa.

 

Foto: Giovani Urio

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