Chef Mauricio Cupini Um Natal com sabor contemporâneo

Chef Mauricio Cupini

Um Natal com sabor contemporâneo

 

Nascido em São Paulo, mas filho de mãe gaúcha e morando no Rio Grande do Sul há mais de 20 anos, Mauricio teve influências gastronômicas desde muito cedo. “Comecei em casa, lá sempre se teve o costume de comer bem, família de descendência italiana”, revela o chef, de 34 anos.

 

      “Uma coisa juntou com a outra: fui fazer faculdade e o que eu gostava de fazer virou profissão”, diz, explicando que cursou Gastronomia na Unisinos. Ainda na faculdade trabalhou no Iaiá Bistrô na praia de Atlântida, com um dos seus professores, Alexandre Baggio. Depois, veio para Porto Alegre e voltou para o Iaiá Bistrô, desta vez o da capital. Depois, finalmente, junto com Marina Tozin e Frederico Müller, montou o seu projeto. “Realizamos o nosso sonho: fizemos o gastrô-bar Olivos 657, um bar e um restaurante ao mesmo tempo, tendo a opção de ir lá só para tomar uma cerveja e comer um petisco ou, se quiser uma coisa mais elaborada, comer um prato”, diz. A idéia, segundo ele, era deixar uma coisa mais descontraída, “tirar aquela formalidade do restaurante, todo mundo bem vestidinho, cheio de serviço, talher para lá e para cá. Está dando certo, há dois anos já”.

 

Todo dia com a mão na massa

 

     Pelo histórico familiar, as suas maiores influências são as cozinhas italiana e baiana, esta última em razão das suas passagens pelo Iá-Iá Bristô. “Na faculdade aprendi outras coisas, mas meu norte mesmo é comida italiana e brasileira”, resume. Eclético, gosta de cozinhar “de tudo”. Um dos segredos é “não atrapalhar muito o prato, deixar o tempo dele, não mascarando muito o seu gosto”. Ou seja, deixar o mais natural possível, manter o frescor dos ingredientes. Gosta de fazer pães e pizzas. “Todo dia faço massa fresca, mas infelizmente estou com pouco tempo. Também gosto muito de trabalhar com carne, é por aí que eu vou”. A gastronomia hoje em dia? “Virou um pouco moda, as pessoas acham que é fácil ser cozinheiro, acham que é uma coisa com muito glamour. Mas não é assim, a realidade é outra. A gente trabalha muito, não tem fim de semana. Tem que gostar. Se for fazer gastronomia só porque está na moda, provavelmente não vai durar muito”, define.

 

Foto: Greice Campos

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