Chef Felippe Sica e o Mercado Público

Chef Felippe Sica e o Mercado Público

“Em preço e qualidade, o Mercado é imbatível”

 


“O Mercado é como se fosse o meu escritório. No Café do Mercado, eu me organizo para as compras, confiro a lista. Nele começo e termino meu tour pelo Mercado, e aqui encontro uma diversidade muito grande de produtos, carnes, peixes, frutas, bebidas – o que eu gosto de comprar, compro aqui. Além de tudo, é um prazer visitar o Mercado, não é apenas trabalho. Não venho com hora marcada. Além da parte profissional, tem a de contemplação. O Mercado Público é uma vitrine, e mostra muito do povo. Sempre que chego numa cidade ou num país que eu não conheço, o primeiro lugar que vou é no mercado. Lá eu vejo a relação do povo com a comida, é a melhor maneira de entender essa ligação. O Mercado tem dez, 15 tipos de erva de chimarrão, açougues com vários tipos de cortes e uma relação de confiança, respeito e amizade com o fornecedor, o que é importantíssimo para quem cozinha. Aqui é o ponto de partida para comprar carnes e peixes. E na relação preço x qualidade o Mercado é imbatível”.

 

O drama do incêndio:
“Fiquei muito abalado”

 “Eu estava trabalhando, era como se um parente meu estivesse indo para o hospital, me deixou muito mal. Para piorar, tinha uma TV ligada na cozinha onde eu estava trabalhando, mostrando as imagens. Quem olhava pela TV, achava que ‘já era’. Fiquei bastante nervoso e preocupado por tudo, pelas famílias que dependem do Mercado, pelo meu amigo que tem banca aqui desde 1997, o Clóvis (Althaus Jr.), do Café do Mercado. A primeira coisa que fiz foi ligar para ele. Foi um dia em que quase não consegui trabalhar, mas logo depois ele me mandou uma mensagem dizendo que a parte de baixo não tinha sido afetada e isso me deu uma esperança. Fiquei abalado, quase atrapalhou meu emocional na hora de largar os pratos. Por ele ter reaberto já foi uma grande vitória de todo mundo, da comunidade e principalmente de quem trabalha aqui”.

 

 
Foto: Greice Campos

 

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